quinta-feira, 3 de julho de 2008

Amigos, Separações e O Garoto de Ipanema


Hoje jantei com quatro amigas que gosto muito. Sabe aquelas pessoas leves, divertidas, que te fazem rir até doer a barriga? Lembrei daquela frase: "Não é importante ser sério. É importante ser sério nas coisas importantes". Sair com elas é como fazer uma terapia em grupo - rir é o melhor remédio (o clichê mais verdadeiro que menciono aqui). Também conversamos de assuntos mais sérios - e o bom humor de verdade é aquele que consegue fazer graça até das situações tristes. Um dia desses, papeava com um amigo que contava que a ex-namorada o tolhia demais, reclamando quando queria sair com seus amigos. Já falei sobre isso aqui, mas é que hoje, observando algumas das minhas queridas amigas, me dei conta (mais uma vez) da importância das verdadeiras amizades. Disse a ele: "NUNCA permite que nenhuma mulher te afaste dos teus amigos". Amores caducam e amizades são perenes - tô inspirada hoje. Bem, nem todos os amores são perenes - os que não são, muito provavelmente têm como alicerce uma grande amizade. Andei pensando no real significado do amor. Não, não estou apaixonada - e se um dia estiver, já decidi ser mais discreta a respeito aqui neste blog. Retomando, então. Se tivesse que descrever a essência do amor em uma só palavra: desprendimento. Aquela frase do Dalai Lama: o melhor relacionamento é aquele onde o amor um pelo outro supera a necessidade de um pelo outro. Talvez não seja tão fácil na prática, porém...deveria ao menos haver um exercício diário para tal. Mudando levemente de assunto, ontem enquanto procurava uma foto do Selton Mello para ilustrar minha postagem, achei um vídeo dele sendo entrevistado pela Fernanda Young. Aliás, acho essa mulher estilosíssima. O Selton, na flor dos seus 35 aninhos, falava à Fernanda sobre as suas "neuroses". Especificamente, sobre as neuras de um homem solteiro. De uma certa forma, me identifiquei com ele. Mas só um pouquinho - ele me pareceu um pouco neurótico demais para alguém tão novo. Bem que a minha mãe disse que tinha assistido a uma entrevista dele e achado ele "com jeito de complicado" (seja lá o que isso significa). Refleti sobre as minhas próprias manias. Na realidade, sou meio desligada com essas coisas de arrumação. De vez em quando, tenho uns momentos "Amélia". Percebo que a bagunça está demais e dou uma ajeitadinha. De leve, para não descaracterizar o ambiente (risos). O Selton também falou do quanto é difícil as pessoas conviverem pacificamente com suas respectivas manias. E como estas tendem a se acentuar com o passar dos anos. O mais engraçado é que tenho a impressão, segundo relatos de pessoas que já dividiram seu espaço (com amigos ou cônjuges), que as coisas mais banais são as que mais irritam. Me lembrei de um amigo que só descobriu que a esposa era portadora de transtorno obsessivo compulsivo após casar - e não queria se tratar de jeito nenhum. Acabaram por se separar. E por falar em separação, lembrando que uma história sempre têm dois lados (e duas versões, portanto), me lembrei de um amigo que está tendo problemas com a ex-esposa. Excetuando-se os cônjuges "descornados" (onde poderia haver uma motivação para atingir o outro), considero lamentável os inúmeros absurdos que tenho observado na separação de alguns casais. O último que levou vantagem foi o ex da Madonna (para não dizer que só as mulheres deixam os homens "com as calças na mão"). Em um futuro não muito distante (e já vem acontecendo - só não sei do real valor legal disso), acredito que a tendência é que as uniões sempre ocorram baseadas em contratos formais. E será que vai sobrar algum lugar para o romantismo? Ah, vai sim. Haverá uma cláusula lá no finzinho do contrato com a promessa mútua de mantê-lo "até que a morte (neura/dinheiro?) os separe". Para o alto e avante, como diria o Super-Homem...
Ah! Vou lançar uma versão masculina daquela música famosa: "The Boy From Ipanema". Ficaria uma graça, né?

2 comentários:

Med_Bruna disse...

1) Este é o meu primeiríssimo comentário em um Blog, fico muito feliz que seja no teu.
2) É o segundíssimo Blog que eu já li em toda a vida (sendo que o outro é sobre a bolsa de valores para iniciantes).
3) Sabe-se lá Deus como eu já tenho uma conta no www.blogger.com... Bizarro...

Sobre meninas e lobas... Os jantares devem ser com certeza mais freqüentes (e se possível mais baratos)...

Já devidamente respondido via Orkut (no qual eu quase nunca entro, diga-se), mas só pra te deixar um beijo e parabenizá-la pelo blog. Que bom que não só as gurias da confra têm o privilégio de ouvir (neste caso, ler) as tuas frases brilhantes...

Um beijão pra tia Beth

Beth disse...

Bruuuu! Não sabes a minha felicidade ao ler o teu comentário!
Primeiro blog??? Mas isso foi como que um "defloramento" intelectual!!!
Quanto à conta no Blogger, chama-se "Google" - esses caras provavelmente sabem mais sobre nós do que nossas próprias mães!!!
Também concordo em jantares mais frequentes e mais baratos - sou meio pão-dura para bens de consumo não duráveis (expelíveis???)!
Obrigada pelos parabéns - a "Tia" só existe por causa das "sobrinhas" - e muito do que está escrito aqui vem da convivência com amigas queridas e peculiares - como tu!
"Brilhante" - minhas idéias são como esteatorréia, então - oriundas de uma mente fértil (adubada? - risos)...
Beijão para a minha sobrinha!