quinta-feira, 19 de junho de 2008

Homo sapiens


Acho que descobri o que estava me faltando para escrever. Dois "Cs" - já explico! Fiquei dois dias sem meu capuccino preferido (Iguaçu tradicional). Parece que fica faltando uma coisa no meu dia (no meu sangue?) se acordo e não tomo o meu café - agora sem o dueto com aquele outro "C". O segundo "C" é o calor. O quarto onde fica meu computador é muito frio, aliás, gélido, como o restante do meu apê. Tinha buscado o meu querido aquecedor recém consertado na casa dos meus pais, quando meu Pálio me deixou na mão pela milionésima vez. E lá se foi o meu carrinho com o aquecedor no porta-malas para o conserto. Aliás, falando nisso, gostaria de saber se outras pessoas têm tido problemas com a bateria dos Fiat Palio. Minha impressão é que sim. Tenho ouvido muitos relatos de consumidores indignados com carros recém comprados com transtornos frequentes relacionados a esse item. Já ouvi as mais diversas explicações, com suas respectivas soluções (tentativas) da origem do problema, que constantemente recorre. Tenho um pai que entende bastante do assunto e chegou a escrever uma carta à conceituada revista Quatro Rodas, do qual é assinante "desde o tempo do guaraná com rolha" (aguardo um comentário teu me dando retorno a respeito, pai!). Bem, mudando de assunto, ontem tinha começado a escrever um texto (segunda tentativa nos últimos dias) e não consegui terminar. Cheguei a conclusão que não posso deixar textos pela metade, pois perco o fio da meada. Engraçado que quando escrevo é bastante fluido. Quanto mais eu me esforço, pior eu me expresso. Talvez isso seja um reflexo da minha personalidade espontânea. Sem dar nome aos bois, eu preciso contar que um conceituado jornalista elogiou bastante meus textos. Fiquei tão, mas tão lisonjeada, que fiquei até com medo de escrever novamente...Brincadeira! A idéia deste blog é realmente despretensiosa. Eu escrevo mais por minha causa do que qualquer outra coisa. Não é egoísmo, não. Não é de hoje que escrevo para dar vazão aos meus pensamentos (ansiedade?). Um dia desses, como já mencionei, resgatei algumas antigas agendas. Elas rolavam de mão em mão entre as minhas amigas, que as levavam para ler em casa e para escrever algo nelas também. Na época, uma delas, que agora é jornalista, queria publicar um livro baseado nos meus textos (não me refiro a ti, Patty). Se continuarem dizendo isso, vou começar a achar que é sério (risos). Trocando de assunto novamente, aconteceram muitos fatos bacanas em minha vida nos últimos dias. Profissionalmente falando, estou começando (e tenho consciência de que é apenas o começo) a colher os frutos da minha dedicação profissional. Nada na vida pode ser bem feito sem prazer. Não confundir com hedonismo puro e simples, pois em tudo há uma boa dose de sacrifício. Nosso grau de felicidade é relacionado ao nível de compensação pelos nossos esforços. Pode ser a gratificação proporcionada pelo trabalho ou a satisfação que traz uma companhia que nos acrescente algo de positivo. Entram nesse pacote nossa família <=> amigos <=> amores (conceitos sobreponíveis, sem dúvida). Ah! Encontrei um gancho para outro assunto que queria abordar nesta postagem (o que não consegui ontem). Talvez até já tenha discorrido algo sobre isso - sinal que "há pano para manga", né? Quem sabe agora eu consiga transmitir mais otimismo que das outras vezes. Não que eu seja pessimista, mas andei me decepcionando com uma partezinha da humanidade e acabei transparecendo um certo negativismo. Na realidade, estava mais chateada comigo mesma - já passou. A auto-tolerância bem dosada é saudável, enfim. Há poucos dias conheci um "Homo sapiens" (e "xy") que teceu um comentário muito interessante (só poderia mesmo). Disse que as pessoas pensam tanto em um possível "futuro" (como se ele fosse completamente previsível...) ao relacionarem-se que acabam por "puxar o freio-de-mão" precocemente. Foi a primeira vez que ouvi essa expressão da boca de um homem - fiquei surpresa (positivamente). E o moço tem razão. O maior prejuízo causado é a perda da naturalidade. Ou pior: da gentileza. Até compreendo que exista uma dificuldade, muitas vezes por parte das mulheres, de controlar a ansiedade e não colocar um peso desnecessário às coisas/atitudes. Oferecer uma flor, por exemplo. Poderia deixar de ser dada pelo receio de que a outra pessoa viesse a interpretar o gesto como um sinal de que "algo potencialmente sério" estaria em andamento. Até poderia, quem sabe, ser gerada uma resposta de desagrado por alguém com pouca (nenhuma?) sensibilidade. Por que existe uma dificuldade tão grande em simplesmente ver a situação como "Me agrada muito a tua companhia neste momento, é esta é a forma que encontrei de demonstrar". Percebi, para o meu próprio espanto, o quanto estava me habituando à falta de gentileza. Me considero uma mulher moderna, porém, têm alguns conceitos "antigos" (?) que ainda permanecem atuais. Acho realmente que é uma cordialidade por parte do homem pagar a conta no primeiro encontro (e respeito da mulher não abusar). Não é pelo valor em si e sim pela gentileza que o ato representa. Conversando com amigas, descobri que essa é uma opinião de fato unânime (já desconfiava). Todas teriam, ao tirar reles cinco "pila" do bolso (quanto menor a despesa, maior o impacto negativo), uma sensação equivalente àquele termo popular para a disfunção erétil masculina...Enfatizo que sou plenamente a favor da divisão das despesas, passada essa etapa inicial (as não interesseiras e não pobres não se importam - ou não deveriam, pelo menos). Recentemente, recebi um e-mail de um amigo com o título "Campanha Pela Gentileza". Quando todos forem capazes de perceber que a ausência dela fecha muitas portas (e corações - que brega isso), vão certamente rever suas posturas. Essa sou eu - OTIMISTA - como sempre.

Um comentário:

Delamar disse...

Sobre a bateria do Palio, realmente tem sido um mistério e tanto!
Durante o período de garantia trocaram o chicote (fiação) entre o alternador e a bateria. Algum tempo depois, com o carro já fora da garantia, foi substituído o regulador de voltagem do alternador. Mesmo assim a dita cuja volta e meia ainda descarrega. Nesta última vez, como era nova, com pouco mais de um mes e tinha garantia de atendimento da fábrica (Heliar), chamei o socorro mecânico. Foi bom, pois constatou-se uma coisa que houvera passado despercebida até então. Tão logo deu-se a partida (com bateria auxiliar) e com o motor ainda frio, a tensão medida entre o terminal positivo e o negativo era de quase um Volt a menos do que a medida entre o positivo e o bloco do motor. A conclusão óbvia é que havia falha na condução de corrente no cabo negativo. Como os terminais do mesmo são presos por pressão ao cabo, fiz um reforço com solda de estanho em todos eles (os terminais), solução que foi recomendada por um eletricista.
Agora é esperar e ver se funciona. Dentro de mais alguns dias saberemos.
É isso aí, salvo melhor juízo, como dizem os homens das leis.
Se alguém tiver saco para ler isso tudo é porque tem problema com Palio e eventualmente poderá ter alguma luz (literalmente!).
beijo
Pai