quarta-feira, 20 de agosto de 2008

E.T. ... Phone... Home...



Confesso que quase postei somente um vídeo novamente hoje. Aí fiquei com vergonha de estar tão preguiçosa para escrever. Estou com algumas horas de sono em atraso há alguns dias. Por diversão ou por insônia mesmo, meu corpo está necessitando de um descanso. Saí do plantão hoje com a idéia de ir a algum lugar patinar. Ficou só na vontade - patinar de jeans seria inviável. Pretendo, assim que o meu trabalho permitir, iniciar aulas de patinação. Tenho estado muito sedentária ultimamente, então resolvi fazer um exercício que me divirta. Há horas não freqüento uma academia. Além de achar repetitivo, um ambiente fechado e barulhento não me atrai nem um pouco. Bem, mudando de assunto, ontem estava com umas idéias para escrever, mas totalmente sem cabeça. Pensava a respeito da importância das amizades. Tenho amigas que estão em viagem pela Europa neste momento (gente chique é outra coisa). E estou sentindo falta de todas elas. De uma, especialmente. Sabe que estava elocubrando (que termo bizarro) que nossos amigos servem para muitas coisas. A principal delas, é nos fazer sentir "normais". Claro, é mais freqüente que nos relacionemos com aqueles que temos afinidades. Essas pessoas constituem o nosso "mundinho" (no melhor sentido da palavra), que torna menos inóspita a nossa existência no "mundo externo". Afff! Acho que o cansaço me deixa excessivamente reflexiva! Estou "floreando" o fato de simplesmente estar sentindo saudade.
E.T.... Phone... Home...... Essa postagem ficou meio sem pé nem cabeça, né? Desculpem a dispersão...Acho que preciso dormir...Boa noite a todos e até amanhã!

Obs: procurava a cena clássica do E.T. em que ele dizia a frase título da postagem. Acabei achando o trailer original, cujo texto é como uma analogia de como nascem as amizades. Não achei legendado - me desculpa quem não fala inglês!

domingo, 17 de agosto de 2008

Praia, Pensamentos


Tô cansada demais para escrever hoje. Farei somente uma pequena reflexão: aquilo que tememos nos outros diz muito mais a nosso respeito do que aquilo que apreciamos.

Ah! Saudades de tomar banho de mar, por isso postei esse vídeo (Flake - Jack Johnson)

Boa noite a todos!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

My Stupid Mouth - John Mayer

Me identifiquei com a letra dessa música desde a primeira vez em que a ouvi.

Ser "torpe"* é um estilo de vida, afinal.

Em homenagem a todas as garotas desastradas*, posto este vídeo tosco e engraçado.

Jorge Drexler - Al Otro Lado del Río




Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río




Tradução (www.letrasdemusica.com.br)

Finco o meu remo na água levo o teu remo no meu
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

O dia vai vencer aos poucos o frio
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

Principalmente acredito que nem tudo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
e eu sou um copo vazio.
Ouço uma voz que me chama... quase um suspiro
Rema, rema, rema.

Nesta margem do mundo
O que não é represa é baldio
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

Eu, muito sério, vou remando
E bem lá dentro, sorrio
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

Principalmente acredito que nem tudo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
E eu sou um copo vazio.
Ouço uma voz que me chama... quase um suspiro
Rema, rema, rema.

finco o meu remo na água levo o teu remo no meu
acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.


The Very Best Of The Greatest Hits Of Sua Mãe

Zapeava ontem pelos canais da Net, quando me deparei com o Wagner Moura cantando. Ele estava no programa "Circo do Edgar", do Multishow. Até peguei uma caneta para anotar o nome do disco que eles estão gravando: "The Very Best Of The Greatest Hits Of Sua Mãe". Título simplesmente hi-lá-rio. Esclarecendo: "Da Sua Mãe" é o nome da banda. Fiquei encantada ao ver o Wagner cantando Reginaldo Rossi, mesmo não sendo exatamente uma fã deste. Vozeirão tem o rapaz, porém, ainda precisa fazer um pouquinho mais de aulas de canto (dá umas desafinadinhas). Bom, pelo o que entendi,o propósito é só diversão mesmo. Lá fui eu então à cata de um vídeo da banda no YouTube. Não encontrei o que procurava, entretanto, achei um vídeo cômico feito especialmente para o "Vídeo Show" pelo Dennis Carvalho. É o "Funk do Juça". Foi gravado em 2006, na época em que o Wagner estava protagonizando o Juscelino naquela série que não me recordo o nome. Não pude assistí-la por que na época passava bem tarde e eu acordava super cedo. E por falar em acordar, dia preguiçoso hoje, né? Daqui a pouco faço um chima - minha sala vai virar a Redenção hoje. Ainda bem que eu fui ontem e consegui pegar um resquício de sol no finzinho da tarde. Apesar de não realizar fotossíntese, preciso de um solzinho periodicamente - faz bem prá tudo.
Desejo um belo domingo a todos - faça chuva ou faça sol!

Mário Quintana


Dia de muito trabalho e pouca inspiração. Então, deixo para vocês uma poesia do Mário Quintana. Maduramente pueril - de onde tirei essa definição???

EU QUERIA TRAZER-TE UNS VERSOS MUITO LINDOS

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Você É



Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.


Martha Medeiros

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Mais do Que Você Imagina


Ontem, resolvi ir ao cinema de última hora, sem olhar horários ou sinopses previamente. Assisti "Mais do Que Você Imagina", com a Meg Ryan e o Banderas. Aliás, foi muito engraçado por que anteontem conversava com a minha amiga jornalista sobre este ator. Disse: "Não vejo graça nenhuma no Banderas". Ela, chocada, me respondeu: "Mas ele é tããão charmoso!". Torci o nariz, então. Como a língua é SEMPRE (quase?) o chicote do traseiro, tenho que retirar o que disse após vê-lo nesse filme. Logo que olhei o personagem, pensei "Bah! Tá fazendo o papel dele mesmo: latin lover!". Não sei se foi o sotaque espanhol (acentuado propositadamente), aquele cabelo meio compridinho ou se ele é o homem-vinho em pessoa mesmo...Nossa, que chaaaarmeeee! Bem, mudando o foco, ele formou um par engraçadíssimo com a Meg Ryan. E o ator que faz o personagem que é filho dela é hi-lá-rio e roubou muitas cenas. Já que comentei os atributos do (aafff!) Banderas, vou fazer o mesmo com a Meg. Olha que ela está super em forma (dieta + exercícios + $$$ para tratamentos estéticos). Fiquei chocada ao ver seu rosto, entretanto. Não por que ela está mais velha, obviamente. Até foi uma coisa que me chamou bastante a atenção não terem escolhido para par do galã uma modelete de vinte e poucos anos (casais "Sukita" são quase um padrão no cinema). O que me impressionou é que a Meg está com o rosto completamente diferente de quando atuou em "Cidade dos Anjos". Ela foi submetida a algum tipo de preenchimento labial que a deixou com o sorriso muito semelhante ao do..."Curinga". Não é piada, não. Fora que seus dentes pequenos e traços faciais não combinam com lábios tão carnudos. Que coisa bizarra essa busca desenfreada pela juventude. Seres humanos caricatos,literalmente.
Trocando de assunto novamente, anteontem ganhei mais um apelido: "Kung-Fu Panda". Tudo por que queria colocar um chiclete no vaso do banheiro sem usar as mãos, por que já as tinha lavado. Usei o pé, então (já disse que sou prática). A sutileza de tal gesto provocou algumas risadas em dois dos meus colegas. Um, tinha assistido ao filme e soltou a pérola: "Tu pareces o personagem do Kung-Fu Panda, que é totalmente desastrado!". O outro, complementou que eu pareço aquelas crianças que crescem demais e perdem a noção do próprio corpo. Descrições bem pertinentes à minha pessoa, tenho que admitir. Engraçado que em situações em que preciso realmente me concentrar, como no trabalho ou mesmo em pequenos procedimentos (apesar de jamais ter pensado em ser cirurgiã - Deus sabe o que faz - risos), não sou nada desajeitada e bem habilidosa. Me lembrei de um colega cirurgião cujos "tiques" (bem acentuados, por sinal), desapareciam enquanto operava. Nas pequenas coisas do dia-a-dia, tipo, lavar a louça, tenho dificuldade em me concentrar no que estou fazendo. Em coisas mais importantes, como dirigir no trânsito, sou bastante atenta e nunca tive maiores problemas. Agora, árvores assassinas que batem no meu retrovisor e paredes de garagem que se movem já fizeram uns estragos no meu carro (risos). Interessante - meu "déficit" se manifesta claramente nos momentos em que relaxo. Ou, no outro extremo, quando estou nervosa. Será que eu tenho Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade? Já me fiz essa pergunta milhares de vezes. Analisando bem meu histórico, acho que não. Alguém com esse diagnóstico não ficaria seis anos invicta de recuperação (G2) na faculdade e não conseguiria ter estudado para 2 vestibulares eficientemente (primeiro Veterinária, depois Medicina). Bah, realmente só me dei conta disso ao escrever aqui...Vou lançar um livro: "Ajuda-te Pelo Teu Blog" - versão "Tabajara" do "Ajuda-te Pela Psiquiatria" (jurássico best-seller).

"Carpe Diem"!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

El Perro Pepe



Pepe, el perro de mi amiga periodista.

Ahora, muy popular.

"Páááááára, guri!!!"

domingo, 10 de agosto de 2008

Clube do Choro / Edria & Antonio





Hoje foi um dia que começou meio torto. Tive uma crise de enxaqueca na madrugada. Graças a isso, não pude ir a um programa com meu irmão e a minha cunhada que estava combinado há uma semana. Acho que foi culpa do plantão de ontem - bem estressante. As últimas 2 horas foram com energia e bom humor tirados não sei de onde. "No fim, tudo dá certo. Se não seu certo, é por que ainda não chegou ao fim". Foi com esse espírito que projetei meu dia hoje. Consegui levantar da cama por volta das 13h. Pensei: "Estou estressada - preciso relaxar!". E lá fui eu para o meu "templo". Adivinha qual? A Redenção, claro. Estava bem cheia, até mais do que de costume para um domingo de sol. Afinal, hoje é Dia dos Pais(feliz dia, pai - te amoooo!). Acabei não vendo meu pai por que ele já tinha combinado há tempos um churrasco com uns primos nossos. O pessoal lá em casa sempre foi meio desligado para datas assim. Chegando lá, fui dar aquela passeada geral. Quase ganhei um abraço de um senhor sem noção que por pouco não me derrubou com seu bafo etílico - me esquivei a tempo (uuufaaa!). Foi então que escutei um som muito agradável e parei para ver de onde vinha. Descobri que era um cara com um violão e uma mulher com um pandeiro. Chamam-se "Edria e Antonio" - perguntei a um senhor que estava passando o chapéu (literalmente). Pena que só tinha um pila em espécie para dar ao guardador do carro (e garantir sua integridade nas inúmeras vezes que vou lá). Fazendo um gancho, lembrei que um dia desses fui buscar uma letra em espanhol no "site" letrasdemusica.com.br. Adivinha qual era a canção mais procurada? A do "Créu" (!). Além de ser simplesmente um LIXO, é em PORTUGUÊS (se é que dá prá incluir aquilo na nossa pobre língua...). Denota mesmo a dupla ignorância de quem escuta essas porcarias...Num país que valoriza a escória musical, tenho grande empatia por bons músicos que estão divulgando seu trabalho de qualidade. Depois de ficar um tempo por ali, fui almoçar às quase 17h no Bourbon Ipiranga. Para minha feliz surpresa, estava tocando, no "Café Com Pecado", um grupo excelente: "Clube do Choro". Só tinha sobrado um banco no balcão e me sentei lá para apreciar. "Meu coração/Não sei por quê/Bate feliz/Quando te vê...". Que amoooor! Em seguida, tocaram "Emoções", do Roberto Carlos (minha canção de formatura na Geriatria, lembram-se?). Na sequência, tocaram Cartola e uma que, se não me engano, é do Pixinguinha. Fiquei observando os semblantes emocionados ao redor do público formado por idosos, predominantemente. Juro que não estava lá para distribuir cartões de visita (risos). Achei uma graça quando veio um senhor por volta dos seu setenta anos e me disse "Se quiseres me tirar para dançar, fique à vontade!". Agradeci com um sorriso simpático. Eu sou de uma geração que não sabe dançar junto - que pena. Bem, além de rostos tocados pela beleza das canções, percebi alguns olhares curiosos dirigidos a mim. Provavelmente, por que estava destoando da faixa etária geral da platéia - e por que sabia a letra da maioria das performances (que termo chique!). Cantarolei beeem baixinho, claro. Quando olhei para o relógio, estava na hora de ir para o hospital. E foram horas felizes de trabalho, depois de um dia cheio de coisas boas. Viram como no fim, tudo realmente dá certo? E para terminar, uma reflexão: Não tenho medo de envelhecer - só não quero nunca deixar de ser jovem (otimista?). "Mas se eu não tenho remorso, o meu coração não dói".

Uma semana cheia de alegrias a todos!

CLUBE DO CHORO: IPIRANGA FUTEBOL CLUB. R. PRINCESA ISABEL, 795 - QUINTAS-FEIRAS, DAS 21h A 1h.

EDRIA/ANTONIO: CONTATO: 92727970

sábado, 9 de agosto de 2008

Sem Psicose, Por Favor...


"Don't be reckless with other people's heart"

Trecho do "Sunscreen" - vídeo postado no perfil do blog. Tradução: não seja leviano com o coração dos outros. Levo estas palavras com muita seriedade. O complemento é "Não ature gente de coração leviano". Bem, essa parte já não encontra-se tanto em minhas mãos, então procuro entender esse tipo de postura como uma limitação. Outro dia, conversava com um conhecido sobre o assunto. Ele mesmo acabou me admitindo que diversas vezes "sumiu" (efeito "Copperfield"), após dar-se conta que algum tipo de relacionamento não iria seguir adiante. Quem não lida bem com os sentimentos alheios é por que não consegue administrar os próprios - já disse isso aqui. Tenho a política de agir abertamente - sempre. Entendo o outro lado da moeda: há quem lide extremamente mal com a rejeição e, literalmente, "surte" ao ouvir um "não". Lembrei daquela canção francesa "Ne me Quitte Pas" ("Não Me deixe"). Não vejo lógica alguma nesse tipo de apelo. Até por que, se está sendo verbalizado, é por que o outro de fato já não encontra-se "presente". Falando assim, pode até parecer que eu sou um "iceberg". Muito longe disso. Me permito ficar triste quando acontece comigo, pois é importante metabolizar qualquer perda (?). Explicando o ponto de interrogação: só podemos "perder" o que um dia nos "pertenceu" (entre aspas, propositadamente). O que acontece, na verdade, é a frustração de uma expectativa. Aproveitando o gancho do "metabolizar", um dia desses papeava com uma amiga sobre as pessoas com "funcionamento macaco" - só largam um "galho" após ter outro em mãos. Viver o "luto" de um término de relacionamento me parece importante. Quando uma construção desaba, abre-se uma sindicância para apurar o por quê, certo? Faço um "mea culpa" que a vida, na prática, não é tão pragmática assim. Já presenciei relacionamentos novos darem certo sendo engatados na sequência quase imediata do término do anterior. Provavelmente, seja o reforço da idéia que tenho de que o sentimento de "solidão" independe do "status" conjugal. Mudando de assunto agora para o que deveria ter sido o tema inicial desta postagem. Fiquei bastante surpresa, recentemente, ao perceber que não somente certas mulheres, mas também alguns homens, agem como se tivessem prazo de validade. "Estou ficando velho" - ouvi isso da boca de um homem com seus trinta e poucos anos. Fiquei chocada. Tudo bem que talvez eu tenha o viés da minha profissão - meu parâmetro de "idoso" e "jovem" é diferente. Parecia a versão masculina da Bridget Jones (ele não sabe da existência deste blog e não terá acesso a este texto - espero). Não é a primeira vez que alguém nessa faixa etária me aplica o questionário "Você é uma boa esposa em potencial?"(no primeiro encontro): #1: Pretende se casar? 2#: Gosta de crianças? #3: Pensa em ter filhos? #4: É independente? #5: Ambiciosa? # 6: Preocupa-se com seu futuro profissional? #7: Gosta de animais? #8: Tem um bom relacionamento com a família/ainda mora com ela? #9: Gosta de sexo? #10: Bebe/fuma/usa drogas ilícitas?...Afffff! Meu lado crítico também vê esse calhamaço de perguntas como um clichê mais do que barato para (tentar) cativar uma mulher próxima dos trinta anos. Tenho um palpite que esses caras andam lendo revistas "Nova" e similares. Tudo bem, acho super saudável as pessoas conversarem abertamente com o intuito de se conhecerem. Mas assim, perde um pouco da leveza, não acham? Me senti como em uma pré-seleção de uma entrevista de emprego. E assusta mesmo a pessoas como eu, abertas a novas possibilidades. Expectativas, todos temos. Todavia, a forma como as externamos pode passar uma imagem de ansiedade (desespero?). E quem quer ser a "Tábua de salvação" do outro? Bah, isso me cheira fortemente a possibilidade de relacionamento não saudável. Me espanta, enfim. Sou muito espontânea e deixo claro quando aprecio a presença de alguém. Mas sem psicose, por favor...

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Teste de Personalidade



Recebi, via e-mail, um teste de personalidade (meu irmão me mandou). Sou um tanto incrédula em relação a essas coisas, mas resolvi respondê-lo. Coincidentemente, o resultado foi o mesmo do meu pai.
A perfil descrito foi interessante e me trouxe algumas reflexões:


"Os outros te vêem como alguém alegre,
animado, charmoso, divertido, prático,
e sempre interessante, alguém que está
constantemente no centro de atenções,
mas suficientemente bem equilibrado
para não deixar isso subir à sua cabeça.
Eles também te vêem como amável,
compreensível, alguém que sempre
os anima e os ajuda".



# 1: "Constantemente no centro das atenções" = exibida X carismática;

# 2: "Animado" = hiperativa?;

# 3: "Suficientemente equilibrado" = meio maluca X meio sã;

# 4: "Sempre interessante" = peculiar X esquisita;

# 5: "Compreensível" (compreensiva - erro de tradução?) = tolerante X condescendente.

# 6: "Prático" = sem dúvida.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Mentira


"As palavras da verdade são simples" - Eurípedes

Eu, que prego tanto a verdade, contei uma pequena mentira hoje. "Pregar" é um bom termo, por que se não dosamos a sinceridade, o impacto pode ser tão doloroso quanto o de um prego sendo martelado. Revisando conceitos, como sempre, percebi que a mentira pode ser um bom instrumento poupador de ferimentos desnecessários - desde que não se torne um hábito, claro. Até me deu uma vontade de ouvir uma mentirinha, por que lido melhor com fatos concretos (mesmo que sejam falsos). Metaforicamente, escolheria o inferno ao limbo. Especulações são desgastantes e errôneas em grande parte das vezes. Aí pode entrar o "papel social da mentira". Já mencionei aqui o quanto gosto de observar a linguagem corporal quando converso com alguém. Ontem, papeava com um amigo a esse respeito. Falávamos sobre meios de comunicação como MSN e afins. Até o velho e bom telefone é mais conveniente nesse sentido, pois é possível captar muitas informações só pelo tom de voz. A escrita isoladamente é bastante limitada e pode gerar interpretações equivocadas. Bem, se eu fosse levar essa percepção ao pé-da-letra, não escreveria mais aqui. "O que pensará sobre mim quem vier a ler este texto?" - "Closed Caption" do meu pensamento, neste instante. Calma aí quem me conhece pouco, então. Prefiro a verdade e costumo ser coerente nesse sentido. O que quis dizer é que a incerteza me inquieta, sobretudo. Não recomendo que ajam como eu com uma senhora que trabalhava em minha casa quando era criança: "A senhora precisa de uma plástica!". O retrato da sinceridade infantil, cruel pelo simples desenvolvimento precário do Superego (senso crítico). Quem já ouviu falar na Síndrome "Gilles de La Tourette"? Talvez eu tenha uma forma mais branda...Vai saber, né?

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

? + ? + ? = ? (!)



"Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo."

Clarice Lispector

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Redenção ao Meio-dia I - Sol

"A fotografia eterniza momentos.
A poesia eterniza sentimentos.
A fotografia é a poesia da imagem.
A poesia é a fotografia das sensações".

Desconhecido



Redenção ao Meio-dia II - Sol





Chuva



Ontem senti algo parecido como aquela pessoa que tenta devolver a carteira que caiu do bolso de alguém e a outra sai correndo, por medo de ser um assalto. Gostei dessa analogia, por sinal. Então, lá vai outra. Tudo na vida acontece por uma conjunção de fatores. Não basta simplesmente desejar que chova. Se as condições do tempo não forem propícias, não haverá precipitação.

Chuva:

#1 - A água, quando é aquecida (pelo Sol ou outro processo de aquecimento), evapora e se transforma em vapor de água;

#2 - Este vapor de água se mistura com o ar e, como é mais leve, começa a subir;

#3 - Formam-se as nuvens carregadas de vapor de água (quanto mais escura é a nuvem mais carregada de vapor de água condensado)

#4 - Ao atingir altitudes elevadas ou encontrar massas de ar frias, o vapor de água condensa, transformando-se novamente em água;

#5 - Como é pesada e não consegue sustentar-se no ar, a água acaba caindo em forma de chuva.


Se não há possibilidade de chuva, pode-se aproveitar o calor do sol. E sempre lembrando que a previsão do tempo é apenas uma probabilidade.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Non, Je Ne Regrette Rien







Fui contemplada nos últimos dias com os que considero o pior e o melhor aroma que já senti. O mais desagradável não é pertinente citar aqui (uma parte difícil do meu trabalho, que ocasionalmente tenho que lidar). Para compensar os odores nauseantes, existem os inebriantes. Sempre fui muito ligada em cheiros. Fui fiel por anos ao perfume "Samsara". O "traí" recentemente com o "Glamour", do Boticário, por questões práticas (leiam-se financeiras). Pretendo viajar tão logo seja possível para adquirir novamente o meu antigo amor. Ou vou encomendá-lo às minhas amigas que irão à Europa em breve (tá feito o pedido, gurias). Bem, quando mencionei o melhor aroma, me referia a um perfume masculino em específico. Tem um outro que gosto bastante, também. Nem vou citá-los para não correr o risco de serem usados como "armas" contra a minha pessoa (risos). Mesmo sabendo que o cheiro exalado depende da pele em que se encontra, certos perfumes são muito marcantes. E me perturba sentí-los. Coisas da complexa química cerebral...Ainda bem que o meu lobo frontal está intacto (eu acho). Se perfumes viessem com trilha sonora, escolheria para o primeiro citado...Bah, tá difícil... "Por Una Cabeza" (Por Uma Cabeça). Para o segundo, "Volver"(Voltar/Regressar). Ambas cantadas pelo Gardel. E para o meu querido "Samsara": "Non, Je Ne Regrette Rien"(Não, Não Me Arrependo de Nada), da Edith Piaf. Assistam: http://www.youtube.com/watch?v=Z9eH0nmy0og&feature=related

sábado, 2 de agosto de 2008

Laco & Edson



Momento êxtase do dia: chegar em casa e tirar os sapatos (tênis). Foi um dia de bastante trabalho, pois tinha um colega a menos no plantão. "Chá-de-cadeira não é remédio", disse a alguns pacientes, me desculpando pela demora no atendimento. Além de ser educado, foi um gesto que me protegeu de ouvir reclamações pelas quais não tinha culpa nenhuma. Vá lá, foi um dia bom mesmo assim. Ao sair do plantão, percebi que tinham terminado o pão e o café aqui em casa. Lá vou eu à tarefa ingrata de ir a um supermercado no sábado. Ir às compras com fome não é uma boa idéia - salivando e de mau-humor, dá vontade de sair comprando tudo que é besteira. Mas tive auto-controle - afff! Foi com bastante pesar que devolvi o filme da Edith Piaf sem assistir o CD de extras. Bah, muito linda a trilha sonora. Para quem sabe francês, então, deve ser melhor ainda. Depois vou tentar escrever uma postagem específica sobre os filmes que assisti recentemente. Hoje não - tô sem cabeça. Tô escrevendo só para relaxar mesmo. Uma amiga me ligou para ir para a balada (que jeito maneirinho de falar). Sem condições - tenho que madrugar amanhã de novo. Se ela tivesse me convidado para algo mais caseiro/geriátrico, possivelmente aceitaria. Gosto se sair "na noite", mas não é todo dia. Sou de fases nesse aspecto. Estou num momento mais doméstico. Até março estava saindo direto. Curto especialmente um local aqui de Porto onde sempre têm bandas que tocam um rockyzinho inglês. Tive uma lembrança agora de dois caras que tocavam bastante na serra gaúcha há uns anos atrás: "Laco e Edson" - um no violão e outro na percussão (não me lembro o nome daquele tamborzinho). Êba! Acabei de descobrir na internet que um dos caras têm um blog: http://laco-laco.blogspot.com/. E até uma comunidade no Orkut: http://www.orkut.com.br/Community.aspx?cmm=21599904.
Eles tocam de tudo um pouco: MPB, rock...Tenho somente uma frustração em relação a eles. Eu sempre mandava o guardanapo pedindo a música "A Carta" (gravada pelo Erasmo Carlos e Renato Russo - alguém se lembra???). Eles NUNCA tocavam por que não sabiam (nem procuraram saber - oportunidade deles se redimirem eu dei...). Virei até motivo de piada de tanto pedir e não conseguir que tocassem. Sou brasileira e não desisto nunca - vou deixar um recado na comunidade deles. Descobri que são de Canoas - jurava que eram lá da "séra". Vou dar uma pesquisada no You Tube se acho algum vídeo legal deles para (tentar) postar aqui. Fui!

Achei! O som não tá dos melhores, mas vale a pena conferir:

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Música & Bom Ar



Sobre o que vou escrever? Não sei. Só sei que preciso. Começo então com um assunto mais ameno. Ontem, assisti ao filme "Som do Coração". Tinha sido recomendado por uma colega. Me identifiquei com o personagem piá, que ouve música em tudo ao seu redor constantemente. Não sou esquizofrênica, só para esclarecer. Apenas tenho uma ligação por demais forte com a música. Existem diversos músicos em minha família. Até tentei tocar violão quando tinha uns catorze anos, mas não levei adiante. Culpa do meu ouvido absoluto (Mozart?) - absolutamente surdo! Desse componente, tenho apenas o amor à música. Música tem um componente afetivo muito importante para mim. Gosto de diversas canções por que me trazem lembranças de momentos bons. Não há uma sequer que escute que não faça me lembrar de algo. Me remetem vivas, com cheiros, cores e tudo mais. "Eu dancei com você, divina dama, com o coração queimando em chamas". Essa linda canção do Chico é parte de um "regalo" que ganhei hoje. Acabei de descobrir nesse momento uma interpretada pela Elis (maravilhosa) no mesmo CD. Uma vez ouvi de um certo alguém: "Não gosto de músicas melancólicas". Bem coerente com quem a proferiu, mesmo. Ouço música conforme meu estado de espírito. Alegres nos dias felizes, emotivas nos dias sensíveis (não necessariamente tristes). Lembrei de um episódio quando estava por acabar a residência em Geriatria. Cada consulta era uma emoção, me despedindo dos meus queridos pacientes. Teve uma senhora que me marcou, em especial. Um dia, ela veio acompanhada de sua filha para falar comigo para me dar tchau, pois sabia que seria meu último mês trabalhando ali. Nossa, ela começou a me dizer tantas coisas lindas. Se lembrava da primeira frase que havia dito a ela no nosso primeiro encontro (elogiei seu óculos). Segurei as lágrimas até onde foi humanamente possível. Claro, já estava mais sensível por ser uma época de muitas despedidas. Um professor meu, quando me viu entrando com aquela cara indisfarçável de choro, me disse: "Pára de chorar, guria! Tá assim por quê? Tua vida só vai melhorar a partir de agora!". Realmente, a vida de médico residente é bem puxada. E olha que a minha nem foi das piores, por que sempre tive muito apoio dos meus pais. O que queria comentar com essa história, é que tenho dificuldade em entender por que algumas pessoas sentem tanta vergonha de chorar - ou sentem-se incomodadas com quem o faz . Sim, sou muito feliz. E expresso sorrindo - bastante, segundo quem convive comigo. Obviamente, vivemos em sociedade e nem em todas as situações podemos exprimir tão claramente nossos sentimentos. "Por que vamos chorando, se nossos cicerones são aves cantando?" - achei a trilha sonora desta postagem. Retomando, após uma breve fuga de idéias. Tento entender por que alguém manda outra pessoa parar de chorar (salvo em momentos histéricos - confesso que tenho certa dificuldade em lidar com esse tipo de personalidade). Quando me falam para parar de rir, até entendo - meu botão de volume não funciona direito (risos). Bem, na forma como tudo funciona atualmente, não é tão difícil assim de compreender. É mais ou menos como aquele vizinho que não paga o condomínio e tem um carrão na garagem. Aparências - mantê-las, acima de tudo. Demonstrar fragilidade não significa fraqueza. Fortes são aqueles que tiram o lixo debaixo do tapete e o expõe - para serem removidos (reciclados?). Mis alfombres tienem bueno olor... ?Y suyos? Colocar Bom Ar nos sapatos não vale. O importante é manter os pés limpos... Buenas noches!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

CÂEZINHOS (LINDOS!) PARA ADOÇÂO - 2


ADOÇÃO URGENTE (Porto Alegre e Região Metropolitana)

Genoveva e seus filhotes

Essa mamãe e seus lindos bebês tiveram a infelicidade de nascer em uma obra. A obra foi entregue e os novos donos deram uma semana para tirá-los de lá ou serão despejados no canil municipal... Aí, infelizmente, todos sabemos o que irá acontecer...

São 6 meninas e 3 meninos. Serão de porte médio/grande, ideais para quem tem casa. Serão ótimos para guarda e companhia, assim como sua mamãe.

Vamos nos mobilizar para tirá-los de lá. Se cada um adotar ou se responsabilizar por um até que seja adotado, conseguiremos salvá-los.
Todos terão castração garantida a baixo custo.

Se você não tiver como adotar, ajude repassando a seus contatos em Porto Alegre (especialmente veterinários, clínicas, quem gosta de bichos... etc)

Contato:
com Mari - Fones (51) 3207.6501 ou 9954.0245
ou pelo e-mail: marisgrillo@terra.com.br

terça-feira, 29 de julho de 2008

What Will Matter


Taí a "Beth's Translation Tabajara".

Um ótimo dia a todos!


by Michael Josephson
used with permission of the author


Ready or not, some day it will all come to an end.
Preparado ou não, um dia tudo chegará ao fim.

There will be no more sunrises, no minutes, hours or days.
Não haverão mais nasceres do sol (tá certo?), minutos, horas ou dias.

All the things you collected, whether treasured or forgotten will pass to someone else.
Todas as coisas que adquiriu, preservadas ou esquecidas, serão passadas adiante.

Your wealth, fame and temporal power will shrivel to irrelevance.
Sua riqueza, fama e poder tornar-se-ão irrelevantes.

It will not matter what you owned or what you were owed.
Não importarão sua riqueza ou dívidas.

Your grudges, resentments, frustrations and jealousies will finally disappear.
Seus rancores, ressentimentos, frustrações e ciúmes finalmente desaparecerão.

So too, your hopes, ambitions, plans and to-do lists will expire.
Assim como suas esperanças, ambições, planos e lista de afazeres tornar-se-ão proscritas.

The wins and losses that once seemed so important will fade away.
As vitórias e perdas que um dia pareceram tão importantes irão desaparecer.

It won't matter where you came from or what side of the tracks you lived on at the end.
No final, não importará sua origem ou lado da redondeza em que viveu.

It won't matter whether you were beautiful or brilliant. Even your gender and skin color will be irrelevant.
Não importará se você foi bonito ou brilhante. Mesmo seu gênero e cor da pele serão irrelevantes.

So what will matter??
Então, o que importará??

How will the value of your days be measured?
Como será medido o valor de seus dias?

What will matter is not what you bought but what you built, not what you got but what you gave.
O que importará não será o que adquiriu, mas o que construiu; não o que obteve e sim o que doou.

What will matter is not your success but your significance.
O que importará não será seu sucesso, mas sua significãncia.

What will matter is not what you learned but what you taught.
O que importará não será o que aprendeu, mas o que ensinou.

What will matter is every act of integrity, compassion, courage, or sacrifice that enriched, empowered or encouraged others to emulate your example.
O que importará será cada ato de integridade, compaixão, coragem ou sacrifício que enriqueceram, fortificaram ou encorajaram outros a seguirem seu exemplo.

What will matter is not your competence but your character.
O que importará não será sua competência, mas seu caráter.

What will matter is not how many people you knew, but how many will feel a lasting loss when your gone.
O que importará não será o número de pessoas que conheceu, mas quantas sentirão sua falta por um longo tempo quando partir.

What will matter is not your memories but the memories that live in those who loved you.
O que importará não serão suas memórias, mas a lembrança que viverá naqueles que o amaram.

What will matter is how long you will be remembered, by whom and for what.
O que importará será por quanto será lembrado, por quem e por quê.


Living a life that matters doesn't happen by accident.
It's not a matter of circumstance but of choice.
Viver uma vida que vale a pena não acontece por acidente.
Não é uma questão de circunstância, mas de ESCOLHA.


Choose to live a life that matters.
Escolha uma vida que valha a pena.

Medo


"A vida é maravilhosa se não se tem medo dela" - Charles Chaplin.

Procurava uma nova frase de abertura para o blog, quando me deparei com esses dizeres. Eis que surge uma idéia de postagem. Discorrer algo sobre o medo. Indiretamente, já falei dele diversas vezes aqui no blog. Sempre lembro daqueles dizeres "Podemos escolher pegar a faca pelo cabo ou pela lâmina". Muito interessante. Tudo oferece algum tipo de risco e somos constantemente postos à prova. Com o medo, é a mesma coisa: pode nos estimular ou nos limitar. Em excesso ou ausência, pode nos ser muito prejudicial. Que os digam os psiquiatras - enchem os bolsos tratando dos extremos. É claro que é protetor, também - óbvio. E, paradoxalmente, repele e atrai ao mesmo tempo. Até pagamos para sentí-lo, como no risco calculado de uma montanha-russa, por exemplo. O medo e a dor guardam muitas semelhanças. Vejam só: se não sentíssemos dor, nos machucaríamos sem perceber, colocando-nos em risco. Existe um tipo de dor chamada "alodínia". Trata-se de uma sensação de dor desencadeada por um estímulo normalmente não doloroso - como um leve toque. Fobias são medos alodínicos. Falta de medo é...hanseníase (lepra - lembram-se daquele comercial em que a mulher queimava o braço no fogão e não sentia?). Bem, os caras do "Jackass" ganham a vida com esse "talento" (parafuso frouxo?). Acho que a nossa percepção do medo tem bastante a ver com o modo que somos criados. É claro que uma criança que cresce em um ambiente onde lhe proporcionam segurança, tenderá a ser mais corajosa. Pais despreparados nunca deixarão os terapeutas desempregados. Sem falar na danada da inescapável genética. Interessante a forma como os filmes de terror exploram isso. Fobia de aranhas, de répteis (sem piadinhas de duplo sentido, por favor...) e outras coisas frias, pegajosas...Bah, lembrei de uma cena da minha infância, em que meu pai pegou uma lagartixa para mostrar para mim e para o meu irmão:"Olhem a boquinha dela - não têm dentes. E ela come mosquitos!". Como sempre fui muito alérgica a insetos, logo simpatizei com aquele bichinho (tinha uma bem grande e gorda que sempre dava o ar da graça no meu quarto ao anoitecer). Quanto a filmes de terror, dois conseguiram me assustar de verdade até hoje: a sequência "Jogos Mortais" e "O Exorcista". Tinha medo do "Poltergeist" quando era pequena, mas assisti assim mesmo. Agora que estou crescidinha, temo coisas plausíveis: que o Lula se reeleja, de não poder mais trabalhar...Tenho medo da minha própria espontaneidade, também. Um dia, brinquei com uma amiga: "Putz! Às vezes me sinto como se estivesse pelada no meio do Maracanã!". O medo de deixar de ser eu me impede de mudar. "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é", já diria Caetano (se eu não me engano).
"Lo que tenga que ser, que sea" - trecho de uma música que estou ouvindo agora.

Buenas noches!

sábado, 26 de julho de 2008

Redenção



Foto tirada na semana passada na Redenção. Perspectiva: deitada em um banco (tomando um solzinho). É de momentos singelos e bonitos que consiste a vida, não é mesmo?

sexta-feira, 25 de julho de 2008

"Blogger Salvator Tabajara"


Fui tomar um café com uma amiga muito querida dos tempos da residência. "A minha amiga mais ajuizada", segundo as palavras da minha mãe. Sempre nos demos extremammente bem. Um ser humano maravilhoso e uma grande profissional - daquele tipo de pessoa que pode-se indicar de olhos fechados. Engraçado que nós duas somos muito diferentes em diversas coisas. Ela tem uma vida bem tranquila. Um pouquinho mais velha do que eu, é muito bem casada e já começa a pensar em ter filhos. Quando estávamos tristes por alguma razão, a gente só se olhava e dizia "Vamos tomar um café?". Acho que talvez ela nem dimensione a importância daqueles momentos para mim. Fazíamos nosso intervalo ao ar livre. Aliás, gosto de ficar em locais abertos sempre que posso, mesmo que esteja bem frio. Aquelas luzes fluorescentes de hospital têm um limite de tolerância para mim. Bem, retomando. Conversava com a minha amiga sobre a tomada de decisões. Li uma frase bacana outro dia: "Têm duas coisas das quais não podemos escapar: de morrer e de fazer escolhas". Disse a ela do quanto tempo que gastamos refletindo para, no final, acontecer tudo diferente do que planejávamos inicialmente. Não que seja tempo desperdiçado. O diferencial é a energia que dispendemos ao fazê-lo. Bah, falando assim, até parece que sou ultra zen. Citei uma frase do Buda. A transcreverei "ipsis litteris" - direto do túnel do tempo (agenda "aborrescente" de 1996): "Não corras atrás do passado/Não busques o futuro/O passado passou/O futuro, ainda não chegou/Vê, claramente, diante de ti o agora/Quando o tiveres encontrado/Viverás o tranquilo e imperturbável estado mental". Fácil na teoria. Na prática, nem tanto. Pausa para um momento verdade: estou levemente irritada neste momento com o "salvamento automático" do blogger, que acabou de me deixar na mão. Estou resgatando o texto da minha mente...Afff! Bem, se o Alemão (Alzheimer) me permitir, consigo terminá-lo e contrariar aquela sina de deixar textos pela metade. Havia comentado da busca do equilíbrio, já que a inquietação é benéfica e pode nos salvar da tentação da acomodação. Diversas pessoas já me disseram que sou hiperativa - levando essas opiniões em consideração, ando pensando seriamente em fazer Yoga (se eu conseguir, é claro). Outra forma de canalizar a minha energia - a mental, ao menos - é escrever neste blog. Energia bem direcionada é algo muito positivo. Lembrei do Cazuza, que viveu (e morreu) os dois lados da moeda. Criou coisas lindas - e se detonou, também. Vale a pena ler "Só As Mães São Felizes", mesmo para quem não curte seu trabalho. Eu adoro. Reconheço que a voz dele não tinha nada demais - déficit superado pela sua personalidade marcante, que transparecia no seu jeito de cantar (poesia pura). Vou encerrar esse papo com uma citação do Shakespeare: "Quem faz uso imoderado da espora, acaba por matar a montaria". Perfeita, né?

Obs: essa postagem é a primeira que deixo pela metade e consigo terminar (horário real de publicação: 6:15). A figura que a ilustra é a "culpada", mas valeu o trabalho. Quem foi menina nos anos 80, vai lembrar da coleção de figurinhas "Bem-Me-Quer". Se meu blog tivesse uma capa, já estaria escolhida. Tem até um gatinho ao lado da guriazinha...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Idosos do Asilo Padre Cacique - por Daniel Marenco

Hoje achei muita graça dos meus colegas de espanhol acharem que sou bem mais nova do que meus atuais vinte e nove anos. Um chegou a dizer que achava que eu tinha uns vinte anos - e botou a "culpa" no meu All Star. O outro disse que é "por que estou sempre rindo". Bem, nos meus tempos de faculdade, achava que iria chegar em um certo ponto em que teria que me vestir de "x" ou "y" maneira. Confesso que, de alguns tempos para cá, tenho andado mais preocupada com isso sim - até por que o meu momento de vida está permitindo isso. Porém, o melhor é que percebi que não preciso abrir mão do meu estilo em prol de uma suposta "sobriedade" que talvez deva transmitir pelas minhas vestimentas. Fiquei bastante feliz quando conheci um colega médico, excelente profissional (e pessoa também - indissociável) que costuma calçar-se com tênis. Ele gosta de Adidas (marca que curto bastante) e é cheio de estilo. Também atribuo meu "insight" ao convívio com os idosos, por que eles me ensinaram que o corpo pode envelhecer, mas que não necessariamente acontece o mesmo com as suas idéias. Como diz mais ou menos naquele vídeo do Chaves, "existem jovens de oitenta e tantos anos e velhos de apenas vinte e seis".
Em homenagem à terceira idade, com a qual tenho o privilégio de atuar, quero mostrar a vocês o lindo trabalho do talentoso fotógrafo Daniel Marenco (ZH), que clicou os idosos do Asilo Padre Cacique com extrema sensibilidade e bom gosto:

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http://provacontato.blogspot.com/2008/07/apc.html

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terça-feira, 22 de julho de 2008

Volver - Carlos Gardel

Hoje ouvi a palavra "volver" na aula de espanhol e imediatamente me lembrei desse tango maravilhoso. Fiquei cantarolando-o mentalmente desde então. Recomendo escutá-la de olhos cerrados, por que tango é algo a ser sentido...
Compartilho meu momento piegas com vocês, então.

Yo adivino el parpadeo
De las luces que a lo lejos
Van marcando mi retorno...
Son las mismas que alumbraron
Con sus palidos reflejos
Hondas horas de dolor..

Y aunque no quise el regreso,
Siempre se vuelve al primer amor..
La vieja calle donde el eco dijo
Tuya es su vida, tuyo es su querer,
Bajo el burlon mirar de las estrellas
Que con indiferencia hoy me ven volver...

Volver... con la frente marchita,
Las nieves del tiempo platearon mi sien...
Sentir... que es un soplo la vida,
Que veinte años no es nada,
Que febril la mirada, errante en las sombras,
Te busca y te nombra.
Vivir... con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez...

Tengo miedo del encuentro
Con el pasado que vuelve
A enfrentarse con mi vida...
Tengo miedo de las noches
Que pobladas de recuerdos
Encadenan mi soñar...

Pero el viajero que huye
Tarde o temprano detiene su andar...
Y aunque el olvido, que todo destruye,
Haya matado mi vieja ilusion,
Guardo escondida una esperanza humilde
Que es toda la fortuna de mi corazón.

Volver... con la frente marchita,
Las nieves del tiempo platearon mi sien...
Sentir... que es un soplo la vida,
Que veinte años no es nada,
Que febril la mirada, errante en las sombras,
Te busca y te nombra.
Vivir... con el alma aferrada
A un dulce recuerdo
Que lloro otra vez...



segunda-feira, 21 de julho de 2008

"Efeito Clark Kent"


Não é todo dia que estou inspiradíssima para escrever, mas sinto que devo fazê-lo hoje. Estou bastante cansada. Quase que enforquei a aula de espanhol...aí bateu aquele peso na consciência (bolso?) antecipado e me tirei do sofá - mais ou menos como aquela cena do filme "Eu, Eu Mesmo e Irene" (sim, é abobado - mas eu a-do-ro), quando o personagem do Jim Carrey, que sofria de dupla personalidade, se tirava à força de dentro do carro para "ambos" brigarem. Vi uma cena muito fofa quando me dirigia ao meu carro para ir ao curso. Um cachorrinho Bichon Frisé (é parecido com um Poddle - arghhhh! Só que tem bochechas salientes e um temperamento bem mais agradável). O bicho "empacou" e não obedecia ao comando de prosseguir. Explicação de sua dona: "O fulaninho adora vento no rosto - parou para sentí-lo!". E não é que eu vi a expressão do totó e parecia algo como um sorriso canino??? Eu achei graça por que mesmo em dias frios, abro a janela do carro para apreciar essa sensação. Dizem que em cada pessoa predomina um sentido. Bah, tentei pensar no mais acentuado em mim e ficou difícil. Cada um proporciona prazeres em diversos graus, conforme o humor e o momento. Já mencionei algo aqui sobre o filme "Cidade dos Anjos". Tenho o DVD e já o assisti inúmeras vezes. As melhores cenas são quando o personagem do Nicholas Cage está descobrindo as sensações após ter se tornado mortal. E mudando de assunto, mas nem tanto, hoje comi um almoço de-li-ci-o-so (obrigada pai e mãe). Paladar - ô sentido danado de bom esse. Se eu fosse comer proporcionalmente ao meu apetite, seria uma obesa mórbida (risos). Ah, agora que eu citei pelo menos 2 sentidos, vou ter que falar sobre mais um: a visão. Por que têm coisas que atraem nosso olhar como um legítimo ímã (clichezinho básico)? Ri de mim mesma (mim não rir?) quando passeava no súper hoje e passou um moço de óculos. Não, não era nenhum "Adônis"... Entretanto, foi simplesmente im-pos-sí-vel não olhar. É o famoso "conjunto da obra". Dei uma segunda espiadinha e tentei imaginar o rapaz sem óculos e pensei "Que sem-graça!". "Efeito Clark Kent" vou chamar isso a partir de agora. É mais ou menos como o "Efeito Pitanguy" do álcool - a percepção do grau de beleza alheia é diretamente proporcional ao nível etílico no sangue (e vice-versa) do observador. A minha versão do "sapatinho de cristal" seria o "tenisinho de cristal". Explicando melhor: um homem calçando um "All Star" se torna tão magnético quanto um usando "gafas" (*). São extremamente interessantes essas preferências pessoais - vulgo "gostos". Provavelmente são paradigmas baseados em vivências remotas (ou nem tanto) da qual temos até dificuldade em identificá-las conscientemente. Isso tudo é complexo por demais... Melhor deixar para aquele senhor de olhar profundo que achava que tudo tinha a ver com sexo...

(*)óculos

domingo, 20 de julho de 2008

Stand By Me (trailer)

"Trailer" do filme "Conta Comigo".
Não achei com legendas em português, mas a história retrata bem como surgem e se consolidam as verdadeiras amizades.
Não pude deixar de homenagear meus amigos no dia de hoje. Tenho em mim uma parte de cada um deles - e sou muito grata por isso.

Um beijo e um abraço bem apertado em cada um dos meus queridos amigos.
Dividir minha vida com vocês é um privilégio.

Obrigada!

Amo vocês!

sábado, 19 de julho de 2008

Marisa Monte - Gentileza

Achei este vídeo no You Tube buscando a palavra "gentileza".
Essa música caiu como uma luva. Pequenos gestos têm poder de fazer muito bem - senti isso nitidamente hoje.
"Sempre fica um pouco de perfume nas mãos de quem oferece rosas".

Um belo dia a todos!

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Sex and The City # 1


Cheguei em casa exatamente às 2:15. Morta de fome, após uma noite maravilhosa de papo com grandes amigas. Senti nitidamente hoje a diferença no trânsito que a "lei seca" gerou. Invariavelmente, levo algum susto dirigindo de volta para casa nas minhas incursões na noite Porto Alegrense. Além de ter conduzido sem nem um pinguinho de adrenalina (muito menos de álcool), a redução no número de carros circulantes foi nítida. Sim, eu continuo sentindo falta daquela minha passadinha de fim de plantão para tomar uma Patricia long neck com um quiche de frango em um barzinho da Cidade Baixa. Sim, UMA cerveja de 350ml. O consumo moderado de bebidas alcoólicas é possível para uma minoria de reais apreciadores. Tudo bem, confesso que tenho uma certa dificuldade de moderar quando se trata de vinho tinto, que eu adoro. Bem, já falei sobre isso aqui e não vou entrar novamente no mérito da questão. Se o saldo está sendo positivo, é o que importa. Trocando de assunto, a nossa confraria estava excelente, como sempre. Com ou sem álcool, demos boas risadas - e fizemos reflexões sobre a vida, é claro. Somente eu e mais uma amiga do grupo ainda não assistimos ao filme "Sex and The City". A série em si, em verdade, nunca despertou tanto assim a minha atenção - me parecia um tanto estereotipada e até caricata. Mas me falaram tão bem dele que tenho que assistir - nem que seja para comentar, apenas. Sóbria, soltei a frase "Mas B., na verdade, ainda somos todas como Leila Diniz de biquíni na praia!". Meu complemento agora seria que talvez sejam barrigas de cerveja, já que a maternidade é voluntariamente postergada pela maioria de nós (risos). O que quis dizer com isso é que as barreiras culturais permanecem fortes. Não quero aqui defender as mulheres, por que feminismo barato é um saco. Consigo ver (e empatizar com) as dificuldades masculinas também (vide postagem "Macho"). Penso que as relações humanas são complexas em todos os seus diferentes prismas/perspectivas. Na época em que me prestava a assinar revistas ditas "femininas", lembro de ter lido umas quantas matérias sobre como os homens se sentem perdidos "no seu papel" (seja lá que diabos isso signifique). Há algum tempo, percebo que muitas mulheres se sentem assim. Aliás, um dia desses, conversava com uma amiga sobre o assunto, quando ela me contou que a Martha Medeiros escreveu sobre o tema recentemente (aproveitou o gancho do filme supracitado). Eu não li propositadamente o texto da Martha (que adoro), por que não queria influência sobre um eventual comentário a ser escrito por mim. Bah, nem quero cair no lugar comum de dizer que os homens se intimidam com mulheres de "x" perfil. Homens e mulheres são capazes de se intimidar mutuamente. Eu quero apenas fazer algumas colocações a respeito. Perceberam como eu estou enrolando? Medo de me expor? É, pode ser sim, mas vamos lá (afff!). Procurarei ser o menos sexista humanamente possível para uma mulher. Vamos lá, então. "Pessoas" querem "pessoas" independentes - em tese, pelo menos. Não me refiro somente ao aspecto financeiro mas, sobretudo, ao emocional. Tenho uma outra amiga que certa vez ouviu de um (atual ex) namorado: "Tenho a impressão de que se eu terminar contigo, talvez fiques triste por alguns dias, mas retomarás tua vida normal, com certeza. Se fizesses isso comigo, minha vida estaria acabada". Me lembrei do que aconteceu com a atriz Ana Paula Arósio. Há alguns anos, o seu então noivo se matou (na sua frente) após o término do relacionamento. Bem, retomando. Minha sensata amiga endossou a colocação proferida em relação A ELA - obviamente. Conseguiram pensar em alguém que se sentiria pouco amado com a resposta dela? Relacionamentos patológicos privilegiam a dependência - e há quem considere normal essa postura. Outra coisa que me irrita bastante é a frase "Quero alguém que me complete". Eu nasci completinha, com tudo no lugar (inclusive a cabeça), como mais de 95% da humanidade (estatística fictícia). "Complementar" soa bem melhor aos meus ouvidos (também os tenho em perfeitas condições). A sirene da auto-crítica soou agora: "Será que este texto pode parecer intimidatório?". Sempre quando escrevo, procuro fazê-lo com bastante cuidado. Cada um pode interpretar como quiser e, obviamente, corro o risco de ser mal compreendida. Na verdade, faz algum tempo, ouvi de um amigo "Tu já te apaixonaste bastante, né Beth? Quem me conhece superficialmente, pode ter essa impressão ao ler meus textos. Deixem-me explicar, então. Existe uma imensa diferença entre entusiasmar-se e apaixonar-se. Devido ao meu otimismo, tendo a realçar os aspectos positivos em tudo o que vejo (por que "ver" é diferente de "enxergar" - lembram-se?). Não deixa de ser uma coisa boa, se bem dosada. Conquistar pessoas é extremamente fácil. A resposta natural do alvo da investida bem sucedida é o entusiamo. Apaixonar-se é um processo bem mais complexo e não é despertado no outro num estalar de dedos.
Para concluir, quero me desculpar com meus amigos pela ausência de resposta a alguns e-mails recebidos nos últimos dias. Pode me faltar tempo, porém, nunca gentileza/educação. Boa viagem e um grande abraço ao amigo que perambula pelo Canadá neste momento e um beijo para a minha amiga de Passo Fundo que vem a Porto Alegre e não me liga (puxão-de-orelha virtual prá ti)!.

Obs: TPM gera textos contundentes em mulheres sensatas e histeria nas desequilibradas (risos).

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Children See, Children Do

Nossa, é tanto assunto atrasado que nem sei se vai caber tudo numa postagem só. Estava sem cabeça para escrever ontem, então nem tentei. Já falei aqui daquele meu problema com textos inacabados (sempre os deixo pela metade).
Acabei de chegar da aula de espanhol. Muito bom! Como faz bem aprender coisas novas - e se forem além de úteis, agradáveis, melhor ainda. A idéia inicial de cursar pela manhã foi por água abaixo, pois não conseguiram número suficiente de alunos para formar uma turma nesse horário. Gostei que o grupo em que fiquei é bem eclético: tem uma engenheira de alimentos, duas enfermeiras, um fotógrafo e dois guris que acho que são engenheiros. A professora é uma senhora chilena muito querida. Me senti a "coroa" quando ela falou no Paco de Lucia e só eu conhecia. E por falar em aula, tinha me esquecido do quanto é custoso permanecer quieta, sentada e prestando atenção em algo por um tempo longo. Nada a ver com a professora - ela é ótima. Eu é que tenho déficit de atenção mesmo. O curso é intensivo, com duas semanas de duração. Achei perfeito, por que o grande volume de informações me obriga a prestar atenção e algo mais dinâmico combina bem comigo. Ao longo destas duas semanas vou fazer uma imersão em espanhol - ouvir ainda mais músicas nessa língua (estou ouvindo nesse momento "Podernos Hacernos Daños"- Juanes) e assistir a filmes e noticiários. Vou na locadora amanhã em busca dos filmes do Almodóvar que ainda não vi - que sacrifício!
Quanto ao fim-de-semana, foi de bastante trabalho. Ontem aconteceu uma coisa muito engraçada. Tinha acabado de contar aos auxiliares de enfermagem (duas pessoas maravilhosas e competentes, por sinal), que havia feito 3 anos de Taekwondo e um ano de Jiu-Jitsu. Eles acharam que eu estava brincando. Foi aí que eu chamei o próximo paciente e, para minha surpresa, era um ex-colega de Jiu Jitsu! Já estava casado e com filhos (como essa gente se reproduz cedo!). Ah! Achei um gancho para outro assunto. A mãe desse rapaz ficou encantada de eu estar tão bem humorada àquela altura do plantão. Quando ela saiu do consultório, ouvi ela dizer para uma senhora "A doutora que atendeu o "fulano" é a coisa mais queriiidaaa!". Não estou contando isso para "me atirar confete" - isso eu deixo para o Caetano Velloso e o Liam Gallagher (do Oasis). É que eu lembrei de uma conversa que tive na Redenção sábado com um conhecido (aquele amigo do amigo do amigo). Ele me contou das suas diversas experiências negativas em consultas médicas (como paciente - ele é publicitário e músico). Desde o que não o examinou até o que foi extremamente grosseiro. Lamentável. Alguns tentam justificar atitudes como essas com cansaço gerado pela carga horária excessiva e más condições de trabalho. Eu penso que nada disso serve como desculpa. É um comportamento inaceitável e ponto final. No meu plantão de domingo, presenciei o outro lado da moeda. Uma colega de outra especialidade foi agredida fisicamente por um paciente. Não sei exatamente em que circunstâncias foi o episódio, porém, fiquei muito triste ao saber. O desrespeito não ocorre como uma via de duas mãos somente na relação médico-paciente. Ele é generalizado. No mais recente congresso de geriatria que ocorreu na PUCRS, uma moça que fazia parte da organização (desorganização?) disse que havia sido ofendida diversas vezes por não deixar entrar mais pessoas em um dos auditórios, que já havia excedido sua lotação. Como se ela tivesse culpa pela falta de planejamento dos organizadores...A grosseria denota burrice. E uma ignorância prepotente, por que dificilmente ela ocorreria se a referida funcionária estivesse hierarquicamente acima do seu agressor. A consideração deveria ser uma linha horizontal, independente do "status" social ou econômico. Além de indicar a limitação de quem a comete, a falta de educação torna tudo mais difícil. Um sorriso, um "por favor"/"obrigado" - coisas que nossos pais nos ensinam, deveriam ser uma constante no trato com todos. Uma ressalva: estudos provam que aprendemos muito mais com o que vemos com o que escutamos. Procurar dar o exemplo - sempre. Lembrei de um vídeo que me mandaram: "Children See, Children Do" - vou postá-lo, para que vocês possam assisti-lo. E para finalizar, um trecho de uma música do Jack Johnson: "She knows the world is just her stage...so, she'll never misbehave"...Almost never - é errando que se aprende, não é mesmo?

Gremlins

Momento nostalgia do blog. Quem não quis ter um "Gizmo" como bichinho de estimação?
Cheguei faz pouquinho do trabalho. Aconteceram muitas coisas legais ao longo do fim-de-semana, que certamente renderão uma boa postagem amanhã.
Agora é hora de relaxar com um bom banho quente e dormir um belo sono - tô precisando...
Boa noite e uma ótima semana a todos!

sábado, 12 de julho de 2008

CÂEZINHOS (LINDOS!) PARA ADOÇÂO






Somos uma família abandonada (mãe, filhote fêmea - branca e preto e filhote macho - preto e caramelo). Fomos largados em Eldorado do Sul e um senhor bondoso nos recolheu e nos colocou em um sítio que os donos não tem aparecido - fica do lado do sítio que ele cuida. Ficamos lá no porão.
Quando nossa dinda foi alimentar outros cães que ficam pela rua, ele contou para ela que está nos ajudando também. Nos deu vacina, remédio para vermes e mantém nossa ração. Mas não podemos ficar muito tempo ali, porque pode aparecer o dono do sítio e o caseiro dele já tem reclamado da nossa presença. Sempre pergunta quando vamos ser levados dali.
A mãe, ao que parece, é uma lingüiçinha (talvez tenha mistura com fox). Será entregue castrada e tem uns 4 quilos. Os filhotes vão ser um pouco maiores. Têm perninhas mais compridas. Hoje estão com 2 quilos e com cerca de 4 meses. Também garanto a castração deles. Posso entregá-los em Porto Alegre ou grande Porto Alegre.

Interessados na adoção contatar com:
Angelita
9961-5608
3214-9223 ou 3214-9224 à tarde
e-mail: andjimenez@terra.com.br

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Rotina


Nunca pensei que um dia essas palavras sairiam da minha boca, mas tenho sentido falta de ter uma rotina. Engraçado que pelo menos os últimos 9 anos da minha vida (sem contar época de colégio e cursinho) consistiram de pura rotina. Nos últimos 3 anos, então, nem se fala - me refiro ao aspecto profissional. Estou numa fase em que estou à espera de algumas definições. Enquanto isso,tenho ocupado predominantemente os fins de semana com plantões. Ainda bem que não faltam idosos nas emergências, para eu matar as saudades de atendê-los. Um dia desses,uma senhora me disse "Vou rezar para conseguires Unimed, minha filha!". Agradeci muito àquela coisa fofa de oitenta e seis anos. Ah! Retomando a história de ter horários, acabei de ligar para o curso de espanhol e descobri que minhas aulas vão de fato iniciar na segunda-feira. Vão ser pela manhã - escolhi esse horário propositadamente, para que o meu dia possa render mais. No final de julho, começo um curso "online" de cuidados paliativos em espanhol - ainda bem que tenho uma amigona fluente nessa língua para me dar uma mãozinha. Entender é tranquilo - o escrever é que é mais complicado.
Mudando do saco para a mala, estou ouvindo nesse instante músicas da Madonna no "site" wwww.kboing.com.br. Aliás, ele é ótimo para quem gosta de ouvir aquelas músicas saídas "do fundo do baú". Estou escutando "Spanish Eyes". Ela me trouxe uma lembrança de ouvi-la quando tinha doze anos - sabia cantar o disco "Like A Prayer" de cabo a rabo. E a dicção dela é excelente - ótima para aprender inglês. A Madonna é uma grande personalidade. Gostando ou não do seu trabalho, deve-se reconhecer que ela é antes de tudo uma empresária que sempre soube como administrar a própria carreira. Quantos astros dos anos 80 sobrevivem até hoje? Claro que a Madonna também teve a sorte de ser uma mulher arrojada (ou marqueteira mesmo - tenho minhas dúvidas) que despontou em uma época em que suas atitudes foram consideradas transgressoras. Um dia desses, vi uma foto dela em uma revista beijando a "Birutney" Spears e a minha única reação foi "Éééééécaaaa, beijar a Britney seria de mau gosto até para uma lésbica!!!". A Britney quer ser a Madonna, mas...Coitada! Ela é realmente uma doente psiquiátrica. Me lembro de uma foto que vi dela, de cabelo raspado e com cara de transtornada - ninguém simularia com tanta perfeição aquele semblante. Parece que ela está melhor agora - tomara que continue tomando certinho suas medicações e se mantenha assim. Trocando de assunto mais uma vez - fuga de idéias pouca é bobagem. Estou com pródromos de gripe desde ontem. Uma dorzinha na garganta e mialgias (dores musculares). E daqui a pouquinho tenho que me arrumar para ir trabalhar - há de ser um plantão tranquilo. Se Deus ajuda quem cedo madruga, eu estou fer-ra-da (risos)...

terça-feira, 8 de julho de 2008

Resiliência X Resignação


Estou aproveitando o aconchego do meu lar neste exato momento. Acabou hoje minha jornada de plantões. Coisa boa curtir a casa da gente...
Bem, quanto àquele desejo de comer salmão, não foi satisfeito. Acabei apelando para uma tele-entrega de algo mais trivial e igualmente delicioso (pizza). Bah, me controlo um monte para não comer coisas empanturrantes nos plantões. Muito fácil cair naquela armadilha: "Trabalhei demais hoje, então mereço comer bem" - ou seja, gratificar-se com comida. Qualquer ser humano faz isso. O que faz a diferença é a frequência com que ocorre.
Ontem no plantão fiz um atendimento que mexeu bastante comigo. Atendi um rapaz por volta dos seus dezessete anos (acompanhado pela mãe) que estava em tratamento de um câncer. O tipo específico não importa. O que me chamou a atenção foi a ligação entre os dois. Meses antes, a mãe dele também recebeu um diagnóstico de um outro tipo de tumor maligno - e estava recém se recuperando de todo o processo. Quando saíram da sala, abraçados de uma forma muito terna, fechei a porta e pensei "ISSO é que é problema!". Como as pessoas de modo geral a-do-ram se queixar! Lembrei de uma frase do Arnaldo Jabor (obrigada, Nanica): "Quem dorme, come, tem casa e estudo tem obrigação de lutar pela felicidade". Reclamar de tudo sempre é um péssimo hábito que me irrita bastante (estou reclamando!). De jeito nenhum penso que devamos ser acomodados. Resiliência é diferente de resignação. Resiliência - linda palavra. Refere-se à capacidade de adaptar-se às adversidades. De uns tempos para cá, tenho me estressado cada vez menos com os pequenos problemas do cotidiano, por que de fato não são "problemas" - são, no máximo, "transtornos" ou "incomodações". Conheço uma pessoa pela qual tenho grande carinho e admiração que perdeu aquele trágico vôo da TAM devido a uma dor de dente. Exemplo bem interessante. Pode ser interpretado de diversas formas, conforme a crença ou religião - ou mesmo a ausência delas (acaso?). Olha o Dalai Lama aí de novo: "Por vezes, não conseguir o que se quer pode ser um grande lance de sorte". Aham.

domingo, 6 de julho de 2008

Ou Isto Ou Aquilo


Estou me sentindo neste exato momento como a poesia da Cecília Meirelles "Ou Isto Ou Aquilo". Trabalhei bastante e cheguei bem cansada em casa. Bateu um desejo enorme de comer aquele salmão BBBB (bom, bonito e barato do boteco) que eu amo...Só que estou pensando que eu vou ter que (tomar banho - óbvio), me arrumar, dirigir...Lembrando que nosso vestir é bem mais trabalhoso que o masculino...Sem falar no sentimento de "Carpe Noitem" de quem passou um dia lindo como hoje confinada...Bem, enquanto eu decido por ficar no conforto do lar ou satisfazer a minha vontade gástrica, vou deixar a poesia do meu instante registrada aqui no blog.



Ou Isto ou Aquilo


Ou se tem chuva e não se tem sol
ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,
quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!

Ou guardo o dinheiro e não compro o doce,
ou compro o doce e gasto o dinheiro.

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!

Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.

Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.


Cecília Meirelles

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Al Pacino - Scent of a Woman

Da série "vídeos" (leia-se "falta de tempo para escrever").
Trabalharei bastante até segunda - vou fazer uma forcinha para postar algo até lá.
Enquanto isso, deixo para vocês essa cena do filme "Perfume de Mulher" , com a maravilhosa trilha sonora
"Por Una Cabeza" - Carlos Gardel.
Tango é a música mais linda e a dança mais sensual que há. Um dia, irei a Buenos Aires assistir a um show. Quem sabe não volto sabendo dançar? Difícil vai ser ficar com aquele ar "blasè" (escrevi certo?)...

Teste Sua Masculinidade

Trecho do impagável filme "Será Que Ele É?".
Teste in-fa-lí-vel - para quem está em dúvida, claro.

Boa sorte!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Amigos, Separações e O Garoto de Ipanema


Hoje jantei com quatro amigas que gosto muito. Sabe aquelas pessoas leves, divertidas, que te fazem rir até doer a barriga? Lembrei daquela frase: "Não é importante ser sério. É importante ser sério nas coisas importantes". Sair com elas é como fazer uma terapia em grupo - rir é o melhor remédio (o clichê mais verdadeiro que menciono aqui). Também conversamos de assuntos mais sérios - e o bom humor de verdade é aquele que consegue fazer graça até das situações tristes. Um dia desses, papeava com um amigo que contava que a ex-namorada o tolhia demais, reclamando quando queria sair com seus amigos. Já falei sobre isso aqui, mas é que hoje, observando algumas das minhas queridas amigas, me dei conta (mais uma vez) da importância das verdadeiras amizades. Disse a ele: "NUNCA permite que nenhuma mulher te afaste dos teus amigos". Amores caducam e amizades são perenes - tô inspirada hoje. Bem, nem todos os amores são perenes - os que não são, muito provavelmente têm como alicerce uma grande amizade. Andei pensando no real significado do amor. Não, não estou apaixonada - e se um dia estiver, já decidi ser mais discreta a respeito aqui neste blog. Retomando, então. Se tivesse que descrever a essência do amor em uma só palavra: desprendimento. Aquela frase do Dalai Lama: o melhor relacionamento é aquele onde o amor um pelo outro supera a necessidade de um pelo outro. Talvez não seja tão fácil na prática, porém...deveria ao menos haver um exercício diário para tal. Mudando levemente de assunto, ontem enquanto procurava uma foto do Selton Mello para ilustrar minha postagem, achei um vídeo dele sendo entrevistado pela Fernanda Young. Aliás, acho essa mulher estilosíssima. O Selton, na flor dos seus 35 aninhos, falava à Fernanda sobre as suas "neuroses". Especificamente, sobre as neuras de um homem solteiro. De uma certa forma, me identifiquei com ele. Mas só um pouquinho - ele me pareceu um pouco neurótico demais para alguém tão novo. Bem que a minha mãe disse que tinha assistido a uma entrevista dele e achado ele "com jeito de complicado" (seja lá o que isso significa). Refleti sobre as minhas próprias manias. Na realidade, sou meio desligada com essas coisas de arrumação. De vez em quando, tenho uns momentos "Amélia". Percebo que a bagunça está demais e dou uma ajeitadinha. De leve, para não descaracterizar o ambiente (risos). O Selton também falou do quanto é difícil as pessoas conviverem pacificamente com suas respectivas manias. E como estas tendem a se acentuar com o passar dos anos. O mais engraçado é que tenho a impressão, segundo relatos de pessoas que já dividiram seu espaço (com amigos ou cônjuges), que as coisas mais banais são as que mais irritam. Me lembrei de um amigo que só descobriu que a esposa era portadora de transtorno obsessivo compulsivo após casar - e não queria se tratar de jeito nenhum. Acabaram por se separar. E por falar em separação, lembrando que uma história sempre têm dois lados (e duas versões, portanto), me lembrei de um amigo que está tendo problemas com a ex-esposa. Excetuando-se os cônjuges "descornados" (onde poderia haver uma motivação para atingir o outro), considero lamentável os inúmeros absurdos que tenho observado na separação de alguns casais. O último que levou vantagem foi o ex da Madonna (para não dizer que só as mulheres deixam os homens "com as calças na mão"). Em um futuro não muito distante (e já vem acontecendo - só não sei do real valor legal disso), acredito que a tendência é que as uniões sempre ocorram baseadas em contratos formais. E será que vai sobrar algum lugar para o romantismo? Ah, vai sim. Haverá uma cláusula lá no finzinho do contrato com a promessa mútua de mantê-lo "até que a morte (neura/dinheiro?) os separe". Para o alto e avante, como diria o Super-Homem...
Ah! Vou lançar uma versão masculina daquela música famosa: "The Boy From Ipanema". Ficaria uma graça, né?

terça-feira, 1 de julho de 2008

Assuntos Aleatórios & Etílicos


Confesso que escrever hoje está sendo um ato de disciplina e compromisso. Estou bastante cansada (pós plantão) e foi difícil levantar do sofá quentinho para sentar aqui na frente do micro. Ainda mais agora que coloquei tv a cabo...Sorte que também amo ouvir música - as que tenho ouvido ultimamente estão no computador. Tenho andado bastante caseira ultimamente. A locadora de DVDs é "logo ali" e dá uma preguicinha de sair com esse friozinho...Tinha pensado em alguns assuntos para escrever, mas confesso que sonolenta não sou muito criativa. Dentre eles, cogitei em discorrer algo sobre a "Lei Seca" em vigor. Anteontem, fui a casa de uma amiga e estava com muita vontade de tomar UMA taça de vinho, todavia, não o fiz por que estava dirigindo. Fico indignada com esse radicalismo absurdo de botar todos no mesmo saco: o consumidor consciente (e moderado, portanto) e quem enche a cara, assumindo os riscos inerentes de se envolver em acidentes (?). Bem, já que toquei no assunto, vou mencionar um comentário que li que comparava essa lei com a história de se fechar os caixas eletrônicos para saques a partir das 23h. Não se tem competência para coibir a raiz do problema, então tomam-se providências paliativas, radicais e estúpidas. Não entro no mérito da questão que a maioria dos acidentes de trânsito sejam relacionados ao consumo (abusivo) de álcool, por que isso é fato. O negócio mesmo é se planejar e ir de táxi. Ou ter um amigo que não bebe para dirigir (mais fácil a primeira opção). Aliás, papeava com um taxista um dia desses e ele estava literalmente rindo à toa. Me contou que, em uma casa noturna aqui em Porto Alegre, onde antes da lei eram solicitados cerca de quatro táxis no sábado, agora estavam chamando cinquenta (!). Bah, mudando de assunto, lembrei agora que não comentei o filme "Meu Nome Não é Johnny". O farei brevemente, então. Vale a pena assistir a performance sensacional do Selton Mello. Lembrei da postagem que escrevi sobre o Wagner Moura em "Tropa de Elite". Ambos atores são extremamente carismáticos na tela, mas fora dela, o Selton ganha disparado em charme (termo geriátrico e atemporal). O Wagner pareceu tão "apagado" no "making off"...Os dois não têm uma beleza "padrão", por assim dizer. E qual é o impacto dos atributos estéticos sem o charme? É claro que é forte - e fugaz. Nossa, me desvirtuei totalmente da idéia inicial da postagem (que idéia?)! Pensando bem, o importante é que me empolguei para escrever...Agora vou voltar para debaixo das cobertas! Tchau!