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sábado, 10 de janeiro de 2009

Força na Peruca



Retomando os treinos após uma semana de pausa por uma tendinite.
Ser saudável caaansa - nada que uns minutinhos deitada em um banco na Redenção não resolva!
Agradecimentos a São Pedro pelo dia fresquinho!
E força na peruca, como diria minha amiga Aninha!

domingo, 10 de agosto de 2008

Clube do Choro / Edria & Antonio





Hoje foi um dia que começou meio torto. Tive uma crise de enxaqueca na madrugada. Graças a isso, não pude ir a um programa com meu irmão e a minha cunhada que estava combinado há uma semana. Acho que foi culpa do plantão de ontem - bem estressante. As últimas 2 horas foram com energia e bom humor tirados não sei de onde. "No fim, tudo dá certo. Se não seu certo, é por que ainda não chegou ao fim". Foi com esse espírito que projetei meu dia hoje. Consegui levantar da cama por volta das 13h. Pensei: "Estou estressada - preciso relaxar!". E lá fui eu para o meu "templo". Adivinha qual? A Redenção, claro. Estava bem cheia, até mais do que de costume para um domingo de sol. Afinal, hoje é Dia dos Pais(feliz dia, pai - te amoooo!). Acabei não vendo meu pai por que ele já tinha combinado há tempos um churrasco com uns primos nossos. O pessoal lá em casa sempre foi meio desligado para datas assim. Chegando lá, fui dar aquela passeada geral. Quase ganhei um abraço de um senhor sem noção que por pouco não me derrubou com seu bafo etílico - me esquivei a tempo (uuufaaa!). Foi então que escutei um som muito agradável e parei para ver de onde vinha. Descobri que era um cara com um violão e uma mulher com um pandeiro. Chamam-se "Edria e Antonio" - perguntei a um senhor que estava passando o chapéu (literalmente). Pena que só tinha um pila em espécie para dar ao guardador do carro (e garantir sua integridade nas inúmeras vezes que vou lá). Fazendo um gancho, lembrei que um dia desses fui buscar uma letra em espanhol no "site" letrasdemusica.com.br. Adivinha qual era a canção mais procurada? A do "Créu" (!). Além de ser simplesmente um LIXO, é em PORTUGUÊS (se é que dá prá incluir aquilo na nossa pobre língua...). Denota mesmo a dupla ignorância de quem escuta essas porcarias...Num país que valoriza a escória musical, tenho grande empatia por bons músicos que estão divulgando seu trabalho de qualidade. Depois de ficar um tempo por ali, fui almoçar às quase 17h no Bourbon Ipiranga. Para minha feliz surpresa, estava tocando, no "Café Com Pecado", um grupo excelente: "Clube do Choro". Só tinha sobrado um banco no balcão e me sentei lá para apreciar. "Meu coração/Não sei por quê/Bate feliz/Quando te vê...". Que amoooor! Em seguida, tocaram "Emoções", do Roberto Carlos (minha canção de formatura na Geriatria, lembram-se?). Na sequência, tocaram Cartola e uma que, se não me engano, é do Pixinguinha. Fiquei observando os semblantes emocionados ao redor do público formado por idosos, predominantemente. Juro que não estava lá para distribuir cartões de visita (risos). Achei uma graça quando veio um senhor por volta dos seu setenta anos e me disse "Se quiseres me tirar para dançar, fique à vontade!". Agradeci com um sorriso simpático. Eu sou de uma geração que não sabe dançar junto - que pena. Bem, além de rostos tocados pela beleza das canções, percebi alguns olhares curiosos dirigidos a mim. Provavelmente, por que estava destoando da faixa etária geral da platéia - e por que sabia a letra da maioria das performances (que termo chique!). Cantarolei beeem baixinho, claro. Quando olhei para o relógio, estava na hora de ir para o hospital. E foram horas felizes de trabalho, depois de um dia cheio de coisas boas. Viram como no fim, tudo realmente dá certo? E para terminar, uma reflexão: Não tenho medo de envelhecer - só não quero nunca deixar de ser jovem (otimista?). "Mas se eu não tenho remorso, o meu coração não dói".

Uma semana cheia de alegrias a todos!

CLUBE DO CHORO: IPIRANGA FUTEBOL CLUB. R. PRINCESA ISABEL, 795 - QUINTAS-FEIRAS, DAS 21h A 1h.

EDRIA/ANTONIO: CONTATO: 92727970

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Redenção ao Meio-dia I - Sol

"A fotografia eterniza momentos.
A poesia eterniza sentimentos.
A fotografia é a poesia da imagem.
A poesia é a fotografia das sensações".

Desconhecido



sábado, 26 de julho de 2008

Redenção



Foto tirada na semana passada na Redenção. Perspectiva: deitada em um banco (tomando um solzinho). É de momentos singelos e bonitos que consiste a vida, não é mesmo?

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Camisa de Futebol


Enquanto passeava na Redenção anteontem, passou por mim um casal. Ele usava uma camisa do Grêmio. Olhei de novo e...ops! Me deu um tchauzinho simpático e eu acenei de volta. Conheci esse moço ano passado, durante a festa dos 100 dias de formatura das minhas "sobrinhas", agora médicas também (meus orgulhos). Sempre achei lindo homens de camisa de futebol. Do Grêmio, então, é quase covardia. Usava um óculos modelo Ray-Ban, que é outra coisa que confere estilo. Depois que eles passaram por mim, dava risada sozinha. Me lembrei que o referido rapaz mentiu a idade quando me conheceu. Disse que tinha 28 quando, na verdade, tinha "dois patinhos na lagoa". Pior é que o guri era tão bom papo e tão inteligente que me enganou di-rei-ti-nho! Besteira, isso. Poderia ter dito a verdade. Também revi um preconceito que tinha graças a ele. Achava, até então, que todo o marombeiro era retardado (ou quase). Bem, na verdade ele não é exatamente um marombeiro, apenas "sarado" (que termo adolescentesco). Nunca mais nos falamos, mas fiquei feliz em vê-lo novamente. Tê-lo conhecido causou a quebra de alguns paradigmas - e isso sempre é válido.

sábado, 24 de maio de 2008

Jaqueta Não É Motel !!!


Que dia feliz que está sendo hoje (ainda não acabou...). Estou ouvindo "Pro dia nascer feliz", do Barão Vermelho. Entrei com essa música na minha formatura da faculdade. A idéia inicial era entrar ao som de "Beth Balanço", mas ao pensar no conteúdo da letra (O teu futuro é duvidoso, eu vejo grana, eu vejo dor...), desisti. Bem, comecei o dia vencendo a preguiça. Fiz plantão à noite, que foi bem tranqüilo até. Atendi um casal super bacana, casados há quinze anos. Ter papeado com eles foi uma parte divertida do trabalho. Bem, isso é assunto para outra postagem. Retomando, acordei, digo, me atirei da cama, às onze e meia. Tomei o meu velho e bom capuccino e fui almoçar com meus pais. Dando uma de cachorro magro (nem tão magro assim), rumei para a Redenção tão logo terminei de comer. Estava com abstinência de sentar na grama e pegar um solzinho. Adoro a Redenção. Tenho um grande carinho por aquele lugar. É lá que eu recarrego as baterias. Fui sozinha, como com freqüência faço. Dei uma passadinha para comer aquela cocada ma-ra-vi-lho-sa do Maomé com um café expresso. Estava me sentindo extremamente bem de poder tirar o dia todinho para fazer o que quisesse. Outra passada obrigatória é numa barraquinha que vende umas velinhas perfumadas. Queimam até o fim com cheirinho. Gosto da de rosas, especialmente. Coloquei a minha toalha na grama e sentei (e deitei). Adoro ficar observando os transeuntes. É um lugar eclético em termos de gente. Tomei um susto quando abri os olhos e dei de cara com aquele senhor que fala com uma folhinha na boca. Ouvi um "boniiitaaaa" bem agudo e levei um belo "cagaço", em bom gauchês. Dei um sorriso amarelo, um tchauzinho e o sem-noção se foi (ufa!). O "momento Kodak", logo em seguida, foi o flagra que dei em um casalzinho de moscas copulando em cima da minha jaqueta (que linda é a natureza).O mais engraçado foi um pessoal que estava próximo me vendo fotografar a cena, rindo sozinha do meu ato sem propósito. Devem ter pensado que eu era mais uma maluca pertencente à "fauna" do parque. King Kongs à parte (transcendeu o mico), após, fui dar uma passeadinha para ver os "Gatos da Redenção" e fiquei papeando com outros dois "gateiros". Com o "telhado" já fervendo de tanto sol, fui buscar minha amiga e meu afilhado para irmos ao Iguatemi (leia-se Mc Donald's, onde tem o "brinquedão"). Papeamos bastante enquanto o piá se divertia. Somos amigas "deusde" (tigrês) os doze anos. Vê-la é quase como entrar no túnel do tempo, por que ela se veste exatamente da mesma maneira que há dezessete (!) anos. É metaleira desde criancinha e sempre usa roupas pretas. E agora, também é professora. Andar com ela pelos shoppings e parques é como estar com uma celebridade: é "Oi, Sôra!!!" a toda hora. Os alunos são adolescentes e têm uma enorme identificação com ela. Seguido a encontram nas filas dos shows de metal e é aquela festa. Bah, tenho um baita orgulho dessa guria. E ainda é uma excelente mãe. O mais engraçado é que as pessoas às vezes olham prá gente e acham que EU sou a mãe do meu afilhado. Então, por via das dúvidas, hoje vesti a minha camiseta preta dos "Simpsons" - sátira da famosa capa de "Abbey Road" (Beatles) e calcei um dos meus 3 amados pares de All Star (ambas tinha trocado os cadarços brancos por pretos). O guri tá muito lindo e esperto. Me contou, em segredo, que tem uma amiguinha com um "dom" especial. "Ela me hipnotiza", disse ele. A minha amiga me contou que ele é apaixonadinho por ela...Achei tãããããããooooo bonitinho o jeito que ele se expressou. E consegui filmar essa cena memorável. Na hora de ir embora, foi aquela choradeira de sempre. Mas o bom é que ele já entende bem as nossas mentirinhas úteis. "A Dinda tá de plantão e têm um montão de gente doente esperando por ela". Deu uma rançadinha, como de costume, porém, logo se aquietou. Cheguei em casa "de língua-de-fora" após a "tarde dinda". Acabei até desistindo de sair com alguns amigos, entretanto, valeu a pena. Acompanhar o desenvolvimento dele é extremanente gratificante para mim. Daqui a pouco, já estará entrando na faculdade...O tempo voa, afinal. Que bom.

domingo, 11 de maio de 2008

Pacotinho

Cheguei há pouco de um plantãozinho de treze horas. Ontem já tinha feito doze. "Vendendo o corpinho", como diz uma amiga e colega de profissão. E foi um dia ótimo, mesmo trabalhando meio seqüeladinha de duas noites com menos horas de sono que o habitual (sou dorminhoca: 8-10 horas na cama me deixam inteiraça). Ontem, cheguei agitada em casa. Quando estou muito cansada, às vezes demoro um pouco a relaxar. Uma das coisas boas dessa profissão é que aprimorei a minha capacidade de lidar com o cansaço. Se vejo um lindo dia de sol, não consigo dormir o dia todo. Pego meu kit chimarrão, meu MP3 player e vou à Redenção. Nem que seja para desfalecer na grama, como aconteceu outro dia. "Carpe diem". Bom, hoje é dia das Mães e, obviamente, não pude almoçar com a minha. Sem "stress" - lá em casa o pessoal não é muito fanático por datas (ainda bem). Atendi muitas mães (e filhos) hoje. Ouvi algumas vezes a pergunta "A senhora é mãe?". Resposta: "Sim, tenho 3 filhos lindos peludos de quatro patas" - Rubinho, Japinha e Ritinha (meus três gatos, que moram com os "avós"). Minha mãe vive dizendo que o Rubinho ainda vai me processar por abandono de lar. Assuntos felinos à parte, em um dos intervalos, fui tomar um refri e tive a idéia de escrever uma postagem sobre outra lei da física: "dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço". Fiz uma analogia com sentimentos: dois não ocupam o mesmo espaço no coração. Pode parecer piegas, mas é verdade. Foi aí então que tive a idéia de fazer uma coisa que há horas tentava e não conseguia. O que foi, não vem ao caso. Um ato simbólico que representa a conseqüência de algo que aconteceu há poucos dias. Me senti tão bem - a música que ouço agora poderia ter sido a trilha sonora: "Rain Drops Keep Falling On My Head". Lindinha a letra. Transmite uma leveza como a que senti naquele momento. Voltei a trabalhar bem faceirinha. Por vezes, precisamos fazer algumas faxinas nas nossas cabeças. Como os dois sapatos que tirei do armário hoje para doar, por que não são mais adequados para mim. Estava faltando espaço para os meus novos, mais bonitos e confortáveis. Aliás, prezo demais este atributo. Proporcionar conforto não é prioridade apenas para os meus pés. É essencial à minha mente, sobretudo. Podemos escolher os que nos cercam, assim como nossos calçados. Não gosto de me estressar à toa. A presença de alguns seres é semelhante a um 38 apontado para a cabeça. E alguns, ainda mais sórdidos, se divertem brincando de "roleta-russa". Há quem goste. Transtorno de personalidade masoquista, provavelmente. Vem junto com o pacotinho da baixa auto-estima. Compra quem quer. Ah! Feliz dia das "Fabricantes" e aos seus bons "produtos"!