segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pelado No Estádio


Olha eu aqui de novo superando a minha preguiça...Tudo bem - tem um pouquinho de cansaço aqui também. Segundas-feiras são sempre um pouco traumatizantes mesmo. Fui dar uma conferida no meu blog favorito "Crer Para Ver", que me servirá de inspiração mais uma vez. Ao ler a postagem mais recente ("Inteligência Emocional?"), tive uma vontade irresistível de passar minhas idéias para o papel (quase vencida pela vontade de me enfiar embaixo das cobertas quentinhas). No texto, a Lu escreveu sobre uma situação difícil que viveu - profissionalmente falando. (Ãh?) Profissionalmente E humanamente, por que são indissociáveis. Olha eu me enrolando toda para falar. Bem, a reflexão que queria fazer a respeito do texto é...como perdemos oportunidades de dizer coisas por receio, quando tantos gostariam de fazê-lo e não podem. Tenho um cérebro (quase) íntegro, meu aparelho fonador funciona beeeeem (dá um probleminha no volume, às vezes), escuto bem até por demais(talvez possuir um certo déficit auditivo não deva ser de todo ruim)...Mas até eu que sou uma tagarela nata tenho dificuldade de verbalizar certas coisas. E olha quantas vezes já falei aqui que não se deveria jamais economizar palavras de carinho e atos de gentileza. Eu não sei direito se isso é uma característica dita "feminina": pensar demais. Tênue esse limite entre resguardo X exposição. A questão pode não ser o que estamos falando, mas sim, o que nossas palavras revelam sobre nós (e a nós, principalmente) mesmos.Auto-paranóia? Superego insuflado? Seja lá o que for, tenho prazer em me superar dizendo: "Desembuuuxaaaaa!!!". Dá certo-quase sempre. Se for para assistir nosso time ganhar, vale até a pena *entrar nu no estádio.

* Atenção, concretóides: isso é apenas figura de linguagem.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Meu Pó Ninja C'est Fini


Quando pensei em começar a escrever este texto, imaginei algo bem telegráfico. Em itens, como uma lista. Foi então que tive aquele momento básico de auto-crítica: "será que isso é o meu lado milico se manifestando???". Pensei melhor e, por via das dúvidas, resolvi manter meu consagrado estilo (essa foi boa!).Para começar minha usual fuga de idéias, confesso que, por pouco, não acabei de vez com este blog. E não foi por falta de assunto. Estou em um momento de vida muito rico.A minha experiência no exército é só uma parte dele. De alguns tempos para cá, já vinha com alguma preocupação em não me expor por aqui. Não quero me tornar repetitiva tocando nesse assunto.Tenho mesmo sentido essa necessidade de me manter mais reservada. E não é por decepção ou tristeza, como em outras épocas. Acho que a palavra certa é...zelo! Bem, vou parando por aqui. O dia hoje foi bem puxado e é hora de descansar. Estava com saudades. Vou fazer uma forcinha para escrever mais seguido. Beijos a todos e obrigada por não desistirem daqui!

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Exército Brasileiro


Queridos leitores!

Tenho estado um tanto ausente do blog. Me desculpem. É que estou em treinamento militar que terá duração de 45 dias. Ralando muito e aprendendo mais ainda. Está sendo uma experiência surpreendentemente interessante. Assunto não está faltando nesse momento tão rico da minha vida. Estou carecendo de tempo, na verdade. Disposição, não me falta (e como!). Resiliência e obstinação têm sido meus lemas nos últimos dias (também). E me sinto feliz e cada vez mais convencida de que nada, mas nada mesmo na vida, é obtido sem empenho. Conquistas requerem um esforço continuado e perseverante (vulgo "disciplina"). No Exército, não é diferente.

Grande abraço a todos!

Beth.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

VOLTAR SEMPRE


Voltar é verbo que deveria ser conjugado sempre, todos os dias. Tem a ver com esperança, com vontade e até com necessidade de viver. Tem muita gente voltando todos os dias e muitas vezes não percebemos.

Voltar para terminar um trabalho que ficou pelo caminho é uma honra que poucos têm o privilégio de ter. É gratificante voltar para casa depois de um dia de trabalho e rever familiares, amigos ou mesmo ficar naquele longo silêncio que serve para realimentar a alma da gente.

E quando voltamos a reencontrar amigos de infância que se perderam por esses caminhos da vida:

– Tu não és o fulano?

– Sim, e tu és o cara que brigava comigo por causa de futebol? Bah!

Visitar o nosso passado e voltar a ver que a vida era uma pelada na rua com amigos e alguns banhos de chuva é também muito bom. Amizades perdidas no tempo também se recuperam, ainda bem.

Voltar à rua onde tudo começou, olhar a janela onde a namoradinha ficava à espera de um simples olhar (o único da semana muita vezes) e perceber que o tempo não é cruel com quem tem histórias para deixar também é perfeito.

– Quem não tem histórias para contar não merece ter vivido... – diz às vezes um colega, lembrando uma frase que nunca esqueceu.

Voltar a acreditar em si mesmo para perceber que, se a vida dá voltas, também é possível dar voltas nela a todo momento e refazer muitas coisas. O acaso existe, sim, e nos leva a lugares improváveis e desconhecidos, mas somos donos do nosso destino, ninguém mais tem esse poder.

Voltar para ver os filhos, que cresceram e se mandaram para outras bandas ou estão tão pequeninhos que precisamos cuidar deles com o olhar. Voltar a escrever cartas à mão, inspirados apenas pela leveza da vida e pela incerteza do futuro.

Voltar a viver depois de ter "queimado" a primeira vida! Quantos tiveram o dom de "renascer" depois de algo muito grave, delicado, enfim? Essa segunda chance nada mais é do que uma volta à vida. Voltar a acreditar!

Daniel Corrêa - Jornalista de "O Pioneiro"

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ressaca Moral


Bah, quando revisei as últimas postagens, percebi que faz tempo que não escrevo nada de consistente aqui. Textos curtos ou de autoria de outra pessoa. Bem, vou discorrer sobre um tema que talvez já tenha abordado por aqui, mas que senti de uma forma bem concreta recentemente. Estava refletindo sobre a "ressaca moral". Sem clichês, não me refiro ao que as outras pessoas pensam sobre minhas atitudes. O que pesa, no final das contas, é como nos sentimos em relação aos nossos próprios atos. Me peguei "no flagra" apresentando "contas" a um não "devedor". Lembrei de uma frase mais ou menos assim "Problemas são como facas: podemos escolher pegá-los pelo cabo ou pela lâmina". Pois é. Os mesmos "mecanismos de defesa" que podem nos ser tão úteis, se em excesso ou mal aplicados, podem servir de boicote a nossa felicidade. O bom de tudo é que percebi a tempo de consertar o estrago. Dimensionei de verdade a importância de nos policiarmos constantemente nesse sentido. E também cheguei a uma conclusão interessante (e certamentente, difícil de aplicar na prática). Talvez seja mais produtivo dispendermos maior tempo e energia analisando nossa própria postura do que as alheias. "Minha atitude depende da sua". Será mesmo? Até que ponto? Melhor tentar "boiar" um pouquinho, como diria minha amiga Lu...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Saúde



Me cansei de lero-lero
Dá licença mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima
Nesse chove-não-molha
Eu sei que agora
Eu vou é cuidar mais de mim!

Como vai, tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar
Não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva
Cheia de graça
Talvez ainda faça
Um monte de gente feliz!

Quanto você vale?



- Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa, que não tenho forças para fazer nada. Dizem-me que não sirvo para nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor, sem olhá-lo, disse:

- Sinto muito, meu jovem, mas não posso te ajudar. Devo primeiro resolver o meu próprio problema. Talvez, depois.

E fazendo uma pausa, falou:

- Se você me ajudasse, eu poderia resolver este problema com mais rapidez e depois, talvez, possa te ajudar.

- C...claro, professor, gaguejou o jovem, que se sentiu outra vez desvalorizado e hesitou em ajudar seu professor. O professor tirou um anel que usava no dedo pequeno e deu ao garoto e disse:

- Monte no cavalo e vá até o mercado. Devo vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenhas pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro. Vá e volte com a moeda o mais rápido possível.

O jovem pegou o anel e partiu. Mal chegou ao mercado, começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel. Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saíam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel. Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a jóia a todos que passaram pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou. O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação e seu professor e, assim, podendo receber ajuda e conselhos. Entrou na casa e disse:

- Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir 2 ou 3 moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

- Importante o que disse, meu jovem, contestou sorridente o mestre. - Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar no cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vendê-lo e pergunte quanto ele te dá por ele. Mas não importa o quanto ele te ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou-o com uma lupa, pesou-o e disse:

- Diga ao seu professor, se ele quiser vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro pelo anel.

O jovem, surpreso, exclamou:

- 58 MOEDAS DE OURO!!!

- Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo poderia oferecer cerca de 70 moedas , mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado para a casa do professor para contar o que ocorreu.

- Sente-se, disse o professor, e depois de ouvir tudo que o jovem lhe contou, disse:

- Você é como esse anel, uma jóia valiosa e única. E que só pode ser avaliada por um expert. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor???

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

- Todos somos como esta jóia. Valiosos e únicos e andamos pelos mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

(Autor desconhecido)

sábado, 10 de janeiro de 2009

Força na Peruca



Retomando os treinos após uma semana de pausa por uma tendinite.
Ser saudável caaansa - nada que uns minutinhos deitada em um banco na Redenção não resolva!
Agradecimentos a São Pedro pelo dia fresquinho!
E força na peruca, como diria minha amiga Aninha!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

* Alexitimia



Passada a grande agitação de Natal e fim de ano, cá estou eu disposta a escrever novamente. São tantos assuntos atrasados que nem sei por onde começar. Coloquei "Al Lado del Camino" para colaborar na inspiração. Bem, o "nitro" para a minha vontade foi um telefonema de uma amiga de São Paulo que recebi agora há pouco. Ela me ligou exclusivamente para me contar um comentário positivo que uma pessoa que admiro muito teceu a meu respeito. O que foi, não vem ao caso (não sou o Caetano Veloso para ficar me atirando confete!). Mas serviu como um gancho para esta postagem. Um dia desses, conversava com um amigo. Ele me contou que tem dificuldade em expressar sentimentos e não costuma demonstrar o que sente/pensa. Admirei sua lucidez de admitir, mas confesso que ao mesmo tempo, senti pena dele. Seres humanos são diferentes, eu sei. E nem sempre pode ser adequado manifestar abertamente nossos pensamentos. Mas penso que, se tratando de tecer elogios, poderia certamente haver um maior esforço de fazê-lo com maior frequência. Conversei, recentemente, com um outro amigo paulista sobre como as pessoas confundem "transtornos" com "problemas", não conferindo às coisas/acontecimentos, sua real dimensão. Nem sei por que misturei esses dois assuntos...É a minha velha fuga de idéias se manifestando. Esse meu amigo citou um episódio em que sua ex-namorada perdeu o celular e surtou (sem exagero). Ao final da conversa, concluí que talvez nosso trabalho seja em parte responsável por essa postura mais "relax" (coerente?). Eu médica e ele, promotor de justiça. Duas profissões em que nos deparamos com as mazelas e, sobretudo, com a fragilidade humana. Acho que achei o "link" dos dois assuntos. Ao enxergar claramente que a vida está constantemente por um fio (sim, está - nós apenas negamos essa realidade), percebi a importância de não deixar para amanhã o que posso dizer/fazer hoje. Aprendi que têm coisas que não se economizam: carinho, beijo, abraço, sorriso, palavras...Nossa, isso aqui tá parecendo aqueles textos de auto-ajuda! Ah! Queria contar a respeito de algo que me aconteceu recentemente na "balada" (termo adolescentesco). Fim de festa (meeesmo), às 7h da manhã. Entrei no banheiro e sei lá por que, acabei puxando papo com a moça que estava trabalhando ali. Aliás, acho que era uma das poucas pessoas sóbrias além de mim naquele lugar. Papo vai, papo vem, estávamos em um debate prá lá de profundo sobre relações humanas (em geral). Ela, uma mulher de trinta e poucos, com uma filha de seis anos. Um tanto desiludida em relação à humanidade e aos homens, em especial. Eu, trintinha recém completos, solteira, sem filhos, otimista e cheia de sonhos. Algo como "Papa X Darwin". Voltamos a nos encontrar antes de eu ir embora e ela me disse: "Daqui há uns quatro anos a gente volta a conversar e quero ouvir o que tens a me dizer(com aquele ar de veterana)..." . Resposta: "Tenho uma característica que ainda não sei se é qualidade ou defeito: sou extremamanete otimista!". Admito que por dentro senti um certo medo de que ela estivesse certa. Filosofia de botequim que nada! Descobri que boa mesmo é a filosofia de "balada". Da próxima vez, vou beber - é mais seguro (se não estiver dirigindo, claro).

* Wikipédia:

A Alexitimia (ou Aleximia) é um transtorno mental ou psicológico caracterizado pela dificuldade de expressar e identificar as próprias emoções.

Um dos principais sintomas é a confusão entre sensações e sentimentos, e grande dificuldade em expressar os sentimentos através de palavras. O alexitímico costuma relacionar suas sensações físicas aos seus sentimentos. Por exemplo, após sofrer um duro golpe emocional, o alexitímico irá reclamar de dor de cabeça ou fadiga, mas não saberá relatar de forma clara o que realmente sentiu.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Seja "IDIOTA"



A "idiotice" é vital para a felicidade!!

Gente chata é sempre séria, profunda e visceral. A vida já é um caos. Por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado?

Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitáve: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja "idiota"!

Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore os mal-humorados que criticam sua maneira de agir. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele!

Milhares de casamentos acabaram não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de "idiotice".

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo, soluções sensatas mas não consegue rir quando tropeça?

Alguém que sabe resolver uma crise familiar mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí, o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não!

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor ou sorrir...

Bom mesmo é ter o mínimo de problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Chove Chuva...



Correr na chuva é uma de-lí-cia!

Fotinho tirada hoje, após o meu treino.

Beijos e um feliz Natal a todos!

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Corra, Beth, Corra!


Preciso compartilhar um momento muito especial da minha vida com todos! Redescobri o prazer de fazer exercícios físicos. Um em especial: correr. Estou bastante surpresa comigo mesma, afinal, esse esporte sempre esteve em último no "ranking" das minha (escassas) preferências. Continuo com a patinação - não com a freqüência que gostaria, por que requer uma certa estrutura para ser praticado. Há uns bons anos, lutei por cerca de 3 anos Taekwondo (arte marcial coreana, que significa "caminho dos pés e das mãos", se não me engano). Cheguei na faixa azul com ponteira vermelha, mas quando começaram chutes cheios de firula e com quebramentos, me desestimulei. Não sou uma mulher exatamente "leve" e tinha grande dificuldade de sair do chão (pelo menos no sentido literal). Por volta dos meus dezoito anos, fiz um ano de Jiu-Jítsu, que não me manteve interessada por tanto tempo quanto a primeira luta mencionada. Na época que as praticava, vivia com dores musculares e acabei cansando dessas modalidades. Sempre gostei de fazer coisas com finalidade além da estética. Também não curto ambiente de academia. Barulho demais para o meu gosto ("S&S" -sarada e surda - não é comigo). Além disso, trabalho em ambiente confinado - dou preferência a locais abertos por causa disso. Bem, retomando, vou explicar o por quê minha súbita vontade de correr. Na verdade, o estímulo inicial foi...não tive escolha (só podia...). Vou ter que correr, querendo ou não. Então, resolvi me preparar. Comprei a revista "Runners" - edição de novembro. Me chamou a atenção na capa uma matéria com orientações a iniciantes. Comecei há uma semana o programa sugerido e fiquei feliz por estar menos descondicionada do que esperava. E descobri que correr dá um "barato". Achava que era balela, mesmo que o meu lado médico já soubesse na teoria das tais "endorfinas" (algo parecido com a morfina que o nosso corpo produz). Na reportagem, diz que em 8 semanas posso pensar em competir em uma prova de curta distância...quem sabe, né? Hoje foi dia de descanso e confesso que senti falta...Incrível!!! Acabei de lembrar de uma colega geriatra, que tem trinta e poucos anos e é enxutérrima. Ela ficou oito anos sedentária, até que começou a correr por iniciativa do marido, que é maratonista. Atualmente, não vive sem uma corridinha...Impressionante como algumas pessoas que conheço que correm se mantêm jovens. Todas aparentam muitos anos menos do que têm. Bem, para complementar o condicionamento, fui anteontem fazer avaliação física para fazer também musculação. Será que tem alguma comunidade Orkutiana chamada "Eu odeio adipômetro"??? Se não tem, vou criar. Coisinha desgraçada esse instrumento que mede "dobrinhas". Meu abdome sempre foi meu ponto fraco e tê-lo beliscado por aquela maquininha foi traumático...Mas tudo bem! Tudo na vida requer um grau de esforço. E o prazer da recompensa - sempre. Vou contando meus progressos por aqui, certo? Ah! Um feliz Natal a todos. Espero conseguir desejar um próspero 2009 em uma postagem logo a seguir! Até mais!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

O Balanço da Balzaquiana


Uma súbita vontade de escrever surgiu hoje ao ler o blog recém criado de uma amiga: creioparaver.blogspot.com. Bem, o título, prá começar, me causou extrema empatia. Sou uma otimista por excelência e tendo a acreditar que as coisas tendem a dar certo, até mesmo quando tudo indica o contrário. "Não conseguir o que se quer pode ser um grande lance de sorte". Sempre me lembro desses dizeres do Dalai Lama. Um dia desses, tive uma idéia de postagem que acabou passando batida. Estava refletindo até que ponto meu otimismo é benéfico ou prejudicial. Me refiro especificamente à confiança que tendo a depositar precocemente nos outros. As tais "lentes cor-de-rosa", que tanto já mencionei aqui. Ah, deixa prá lá! Eu estou com TPM e a minha auto-crítica fica lá em cima. Se vem dando certo até aqui, é por que devo ter encontrado meu ponto de equilíbrio (espero). Mudando de assunto (não perco a minha tendência a ter fuga de idéias - Freud explica), então. O ano está terminando - incrível! Essa época é um bom momento para se fazer aqueles tais "balanços" de vida. Excepcionalmente, não estou sentindo essa necessidade de uma forma assim tão importante, como no ano que passou, por exemplo. Foi (está sendo) um ano bastante intenso, então esses "balanços" foram feitos em partes. O saldo está sendo positivo, certamente. Muitas alegrias e algumas decepções (leia-se "expectativas errôneas") bastante marcantes. Destas, prefiro lembrar do quanto me fizeram evoluir. Estão bem digeridas - agradecimentos ao meus amigos, à minha família (incluindo os felinos) e a este blog. Fiz trinta anos e nem escrevi algo especificamente sobre isso. Sim, foi significativo, não vou negar. Lembrei que meu pai me ligou na referida data e me perguntou: "Como estás te sentindo, agora que és uma balzaquiana?" Resposta: "Ótima, pai! Nunca fui tão feliz!". E é verdade. Ainda tenho juventude, mas agora com uma cuca bem mais fresca do que tinha aos vinte anos. Aliás, aprendi que a jovialidade é bem mais relevante que a juventude. Existe "velhice precoce". E pessoas com idade cronológica que se enquadrariam na categoria "idoso" que são extremamente joviais (lembrei da mãe de uma amiga - beijos, Vera!). Cheguei a esta constatação devido à minha profissão, também. A geriatria/medicina me proporciona muito além do que sustento e satisfação pessoal. Aprendo, de quebra, fundamentos sobre a vida. Ah, por falar nisso, tenho um desejo especial para 2009. Quero continuar acreditando no *amor como nunca deixei de crer na forma como exerço e encaro a minha profissão. Com um toque saudável de objetividade, claro. Que assim seja!

* Wikipédia:
A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A Mulher Independente - Martha Medeiros


Estava autografando meu livro na Feira quando uma senhora alta, elegante, já bem madura, chegou sorridente pra mim e disse: Te acho uma mulher fenomenal. Eu, toda sorrisos, tomei o livro que ela tinha em mãos e me preparei para escrever uma dedicatória bem carinhosa. Ela então complementou: Mas eu não queria ser casada contigo tu és muito independente!.

Concluí a dedicatória, agradeci a gentil presença dela, enquanto que meu coração começou a bater de forma mais lenta. "O que estou sentindo?", perguntei a mim mesma, em silêncio. Tristeza, respondi a mim mesma, em silêncio, enquanto a próxima pessoa da fila se aproximava.

Em que eu seria mais independente do que qualquer outra mulher? Quase todas as que conheço trabalham, ganham seu próprio sustento, defendem suas opiniões e votam em seus próprios candidatos. Algumas não gostam de ir ao cinema sozinha, já eu não me importo. Poucas moraram sozinhas antes de casar, eu morei. Quase nenhuma, que eu lembre, viajou sozinha, eu já. E nisso consta toda minha independência, o que não me parece suficiente para assustar ninguém.

Fico imaginando que essa tal "mulher independente", aos olhos dos outros, pareça ser uma pessoa que nunca precise de ninguém, que nunca peça apoio, que jamais chore, que não tenha dúvidas, que não valorize um cafuné. Enfim, um bloco de cimento.

Quando eu comecei a ter idade pra sonhar com independência, passei a ler afoitamente os livros de Marina Colasanti – foram eles que me ensinaram a importância de abrir mão de tutelas e a se colocar na vida com uma postura própria, autônoma, mas nem por isso menos amorosa e sensível. Independência nada mais é do que ter poder de escolha. Conceder-se a liberdade de ir e vir, atendendo suas necessidades e vontades próprias, mas sem dispensar a magia de se viver um grande amor. Independência não é sinônimo de solidão. É sinônimo de honestidade: estou onde quero, com quem quero, porque quero.

Sobre a questão da independência afugentar os homens, Marina Colasanti brincava: "Se isso for verdade, então ficarão longe de nós os competitivos, os que sonham com mulheres submissas, os que não são muito seguros de si. Que ótima triagem".

Infelizmente, a ameaça que aquela senhora acredita que as independentes representam não é um pensamento arcaico: no aqui e agora ainda há quem acredite que ser um bibelô (ou fazer-se de) tem lá suas vantagens. Eu não vejo quais. Acredito que a independência feminina é estimulante, alegre, desafiadora, vital, enfim, uma qualidade que promove movimentação e avanço à sociedade como um todo e aos familiares e amigos em particular. "Eu preciso de você" talvez seja uma frase que os homens estejam escutando pouco de nós, e isso talvez lhes esteja fazendo falta. Por outro lado, nunca o "eu amo você" foi pronunciado com tanta verdade.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Carta A Um * Romântico


(...) Olha, sabes que tu tens toda a razão. Nesse meu período de solteira, tenho vivido muitas situações que têm me feito parar para pensar. Entendo o que disseste a respeito da não vontade de beijar alguém. Acho que talvez a grande parte das pessoas tomem certas atitudes quase no "automático", sem parar para pensar no que querem realmente. Mas sabes que até acho que beijar alguém (ou ir além disso), não é o tipo de intimidade que mais gera receio. O envolvimento afetivo, sim.Tenho conhecido pessoas legais (sou otimista e me recuso a desistir de acreditar na boa intenção alheia). E o que mais me espanta é que tem muita gente verdadeiramente traumatizada por aí, que acabaram por se tornarem frias/ reticentes por puro medo. Deixam de viver tantas coisas boas por covardia. Eu resumiria tudo isso em baixa tolerância a frustração, que, em última instãncia, denota a imaturidade emocional em se lidar, sobretudo, com os próprios sentimentos.
Bah! Acho que estou inspirada hoje! Bem, o que quis dizer com tudo isso, é que não desistas. Meu lema é: 'Se gato escaldado tem medo de água fria...eu visto a minha roupa de neoprene!".
Muitos beijos e espero que, independente de nossos respectivos estados civis, possamos sentar e bater um longo papo, pois valorizo a convivência com pessoas que tenham algo de bom a me acrescentar!

* Sim, eles ainda existem.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Doze Dicas Para Um Infarto feliz

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro.

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo.

10. Se sentir que está perdendo o ritmo e o fôlego tome logo estimulantes e energéticos. Eles vão te deixar tinindo.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração e meditação diante de Deus*. Isto é para crédulos e tolos. Repita para si: “Eu sou a minha própria religião”.

por Ernesto Artur

* Consciência, para ateus.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Once



Belo filme. Recomendo.

sábado, 1 de novembro de 2008

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

"You Are So Beautiful"



Faz quatro dias que eu não tenho um sono reparador (por motivos bons e ruins que se compensaram - ainda bem). Estou "na capa da gaita", mas ainda sim, com muita vontade de escrever. Acabei de olhar nesse instante para minhas mãos e pensar "Nossa! Que unhas mais horríveis!" Eu mesma costumo fazê-las, desde os catorze anos. Funciona como uma terapia realizar uma atividade puramente manual. Relaxa, espairece e ainda fico com as mãos (quase) sempre em ordem. É a minha forma útil de não pensar em nada. Puxa, pensei que ia engatar um papo "mulherzinha", mas não vai ser dessa vez. Acabei de concluir as minhas tarefas da semana do curso de cuidados paliativos, com uma energia não sei tirada de onde. Como disse, estou mais do que cansada. Anteontem, fui a um barzinho na Cidade Baixa com uma grande amiga (aquela que sempre me inspira bons temas a serem abordados aqui) e ontem fui a um aniversário na Zona Sul de uma outra grande amiga. Encho uma mão inteirinha de amigos de fé - sou uma pessoa de sorte. E que (quase sempre) faz boas escolhas. Trabalhei hoje à tarde e quando estava chegando em casa, começou a tocar uma música na rádio (que estou ouvindo agora), pela qual sou apaixonada: "Angels", na versão do Robbie Williams. Entendo bem inglês e ela caiu como uma luva para o meu momento de vida. Pensei em alguns "anjos" que convivo e que aprendo a dar mais e mais valor a cada dia. Bem, mudando de assunto, anteontem surgiu uma idéia de postagem enquanto papeava com um desses "anjos". Falávamos sobre a importância da beleza (externa). Uma boa trilha sonora, então: "You Are So Beautiful", do Joe Cocker (essa derruba até a lagartixa da parede). O tema surgiu quando comentávamos que as pessoas muito bonitas também sofrem preconceitos. Ouvi um dia desses: "Mas toda pessoa muito bonita é burra, afinal, não precisa se esforçar para conseguir o que quer!". Affff! Só poderia ter sido proferida por um ser esteticamente desfavorecido (termo politicamente correto para "feio"). Que absurdo! Pior é que li em janeiro uma matéria da Superinteressante que endossava essa idéia. Que generalização mais estúpida (e qual não é?). Claro que atributos estéticos abrem muitas portas (dizem que existem estudos comprovando essa teoria - não li e nem me interessam). Tem uma frase (do Chaplin, se não me engano), que diz "A beleza é um cartão de visitas que dura muito pouco". Concordo. Dissociada de inteligência, bom-humor e simpatia, não prende meu interesse por mais do que por alguns minutos (me refiro ao "téte a téte" (alguém sabe a origem desse termo?). O contrário também é verdadeiro, mesmo que o conceito do que é estético seja subjetivo e dependente de diversas variáveis (cultura, quantidade de "reboco" - válido para mulheres, travestis, "drags","emos"...Ah! E o nível etílico e de carência, é claro!). Uma das coisas mais engraçadas que já escutei nesse sentido foi "Adoro homem feio!". Acho que ela quis dizer "traços faciais fortes". Cada um com seus parâmetros, né? Lembrei de um dia que fui perguntar a um conhecido a respeito de um rapaz que me passou a primeira impressão de ser "peculiar" ("alternativo" é clichê demais e sem sentido). Ele tinha uma argolinha de prata na orelha (esquerda, veja bem) e usava com alguma freqüência "All Star" e camisetas de cores marcantes (vibrantes dá uma conotação homossexual), inclusive rosa. Claro que o "machão" me disse que achava que esse rapaz "ORIGINAL" era gay! Que preconceito! Eu acho LINDO homens (heteros - questão de preferência, não de preconceito) que usam rosa, por que tem que ter muita personalidade e uma bela estampa para se ficar bem com essa cor. Bah, confesso que achei a verdadeira inspiração desta postagem. Certas pessoas têm uma beleza que desconcerta. Acompanhada de um sorriso aberto, então...é covardia. Afinal, olhar não tira pedaço (ainda bem). Mata a tia, mata (risos).

domingo, 26 de outubro de 2008

"NEM TODOS QUE SÃO, AQUI ESTÃO; NEM TODOS QUE AQUI ESTÃO, SÃO"



Fazia tempo que não chegava em casa com vontade de escrever. Trabalhei ontem e hoje durante o dia. Dois plantões relativamente tranqüilos, considerando a média dos finais de semana. Cheguei ontem morta em casa. Só tive disposição de dar uma passadinha na locadora de DVDs. Comprei 3 coisas que me deram alguns bons instantes de felicidade: "O Feitiço de Áquila", clássico dos anos 80 com Michelle Pfeiffer e Matthew Broderick (este então quase uma criança), um pacotinho de M&Ms (com efeito terapêutico para a minha TPM -já disse isso aqui) e um saquinho de pistaches. Aliás, tenho uma teoria que pistaches são "diet", pois gastamos muitas calorias tentando abrí-los. Terminei o plantão hoje novamente "na capa da gaita". Mesmo super cansada, resolvi me divertir um pouco. Saí do hospital e fui direto à casa de uma grande amiga. Estavam lá mais duas meninas (olha o viés), uma das quais já é parte do nosso seleto grupo. Divertidíssimas e inteligentíssimas, sempre rola um papo legal. De amenidades a pensamentos profundos sobre a condição humana (que bonito isso). Conversamos, dentre diversas coisas, sobre a nossa dificuldade de lidar com assuntos mal resolvidos. Lembrei de um episódio em que uma amiga em comum sofreu uma decepção (lá vem...) e escrevia cartas para desabafar (leia-se: elaborar o processo). A intenção inicial era apenas organizar o próprio pensamento, porém, ela acabou por enviá-las ao destinatátio (destinotário?). Na verdade, acabou cometendo sem querer um ato de caridade, por que aliviou a culpa de quem a magoou. E que merda deve ser se sentir assim. Juro que pensei que essa guria deve ser a reencarnação da Madre Teresa de Calcutá, quando aceitou, recentemente, conversar com uma "amiga" que tinha sido uma legítima f.d.p. (estou com TPM - dêem um desconto ao meu vocabulário tosco hoje). Expliquei às presentes que meu empenho em deixar tudo sempre bem resolvido é uma questão de saúde. Engolir sapo me causa enxaqueca (99% das vezes). É sério! Por isso tenho uma necessidade tão grande de expressar meus pensamentos. Já brinquei aqui que tenho uma versão leve da Sìndrome de "Gillles de La Tourette" (se não sabes o que é, procura no Google). Realmente não acho que tudo deve ou pode ser dito, afinal vivemos em sociedade e blá, blá, blá...(assunto abordado anteriormente neste blog). Ouvi, há poucos dias, de uma pessoa mais vivida do que eu: "Ih! Nem começaste a viver ainda!". Posso até não ter a oportunidade de me expressar, mas tenho certeza absoluta que alguns compotamentos bizarros vão continuar me impactando até os 90 anos. Affff! Isso significa que tenho no mínimo mais sessenta anos para aprender a lidar com isso. Bem, existem dois motivos para se fazer terapia: para lidar com as próprias dificuldades ou para se criar mecanismos (saudáveis) de sobrevivência a este mundo insano. Pensando melhor, a lucidez é a pior loucura de todas, por que não tem cura! Para ilustrar esse paradoxo, posto esse vídeo do You Tube indicado por um querido colega Pediatra (valeu!).

* Dizeres em uma fachada de uma instituição psiquiátrica.

sábado, 25 de outubro de 2008

Metallica



Metallica, sempre Metallica - por que nem só de baladinhas é feita a vida...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Roy Orbison



Roy, sempre Roy...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

* Esculhambação e Retrocesso



Estou aqui em frente ao computador há alguns minutos, pensando se devo ou não escrever agora. Estou há dias assim, na verdade. Têm alguns momentos na minha vida em que fico realmente receosa de escrever. Meu coraçãozinho está disparado nesse momento (por volta de 100b.p.m.). Já recebi algumas críticas em relação a me expor aqui, o que me inibe até um certo ponto. Pois então, vou parar de enrolar. Aconteceram alguns fatos recentemente com uma grande amiga que me fizeram parar para pensar. E pelo menos para isso ainda não cobram impostos. O que aconteceu a ela, especificamente, não vem ao caso. Genericamente, uma das melhores pessoas que conheço foi vítima, mais uma vez, da falta de escrúpulos alheia. "Amigos" e "amores" muito econômicos, digamos assim - economiza-se inimigos, pois acabam cumprindo dupla função. O que mais me chocou foi a reação de alguém que disse a ela: "Fulaninha, o teu problema é que confias demais nas pessoas!". Distorção semelhante seria chegar numa delegacia para prestar queixa e ouvir "Quem mandou portar coisas passíveis de serem roubadas???". Veja bem, nenhum ser humano de bom-senso vai andar com um Rolex à vista, mas assim já é demais para a minha cabeça. Que tamanha distorção de conceitos! Devemos adotar uma postura paranóide em relação a tudo e todos (sobretudo)? Queria responder a essa pergunta com um "não" bem convicto, porém, não consigo fazê-lo. Tive a sorte de crescer em um ambiente onde a honestidade sempre foi passada a mim por meio de exemplos. Também tenho amigos à minha volta com os mesmos valores que eu. Aliás, já prometi a mim mesma que vou ser mais cuidadosa ao chamar alguém de "amigo". Mais cautelosa ainda ao expressar admiração por outro ser humano (pode ser só um "bípede"...). Soube que fui rotulada, recentemente, de "moralista". Aceitei como um elogio, claro. Preceitos como não cobiçar o cônjuge do próximo e não apropriar-se indevidamente do alheio fazem parte dos dez mandamentos, não? Até eu, que sou atéia, sei disso. Algumas coisas que acontecem àqueles que amamos nos afetam em graus variados. Talvez por estar em um momento mais sensível e reflexivo, fiquei mais chocada ainda com o que vi. Um dia desses, ouvi uma frase de uma música do Legião: "Todo mundo sabe/ninguém quer mais saber/Afinal amar ao próximo/está tão demodé". Reconheço (e desfruto) de todas as vantagens desse mundo dito "moderno", mas creio que conceitos como caráter, respeito, honestidade e transparência (e tantos outros), jamais deveriam sair de moda. Não quero me tornar alguém desacreditada na bondade humana...Admito que isso está se tornando um grande desafio. Tentando me manter como um galho verde que se enverga e retorna à sua forma original. Lembrando que o sol e o vento em excesso podem secá-lo e...

* Parafraseando os dizeres de nossa bandeira nacional.

domingo, 19 de outubro de 2008

Cara Valente



A inspiração tá voltando...
Me aguardem!

Beijos!

Beth.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

A Importância do Tamanho (das Pessoas)


"O tamanho varia conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme para você, quando
fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha
nos olhos e sorri destravado. É pequena para você quando só pensa em si mesma,
quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no
momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas
pessoas: A amizade, o respeito, o carinho, o zelo e até mesmo o amor. Uma
pessoa é gigante para você quando se interessa pela sua vida,quando busca
alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto com você. É pequena
quando desvia do assunto. Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende,
quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam
dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando
se deixa reger por comportamentos clichês. Uma mesma pessoa pode aparentar
grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num
espaço de poucas semanas. Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que
parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia
ser ínfimo. É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e
se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de
centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna
mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes. Não é a altura, nem o peso, nem
os músculos que tornam uma pessoa grande..... É a sua sensibilidade sem
tamanho..."

Shakespeare (será?).

Muchas gracias, Nanica!

domingo, 28 de setembro de 2008

Y Dale Alegría A Mi Corazón



Nossa! Levei um susto quando percebi há quanto tempo não escrevia no blog! Minha cabeça anda meio cheia ultimamemte - de coisas boas (ainda bem!). Trabalhei bastante ontem e hoje. Acabei de chegar em casa após um papo animado com três moças muito divertidas - amizades relativamente recentes nas quais pretendo investir. Voltando ao assunto que ainda não consegui abordar decentemente: o show do Fito Paez. Fui de área VIP e fiquei tão perto que dava para ver a baba dele voando no cabelo da segurança que estava em pé em frente ao palco (detalhe mórbido). Não conhecia nem 20% das músicas que ele cantou, mas amei o show do início ao fim. Ele é ainda mais maravilhoso ao vivo. Canta e toca um piano como poucos (com "sentimento", como diria a minha mãe). Encontrei duas amigas antes que ficaram na pista. Assisti a tudo sozinha, o que acabou sendo muito bom. Curti cada detalhe e enchi os olhos d'água ao ouvir uma canção no final (descobri depois que chama-se "Te Vi - Un Vestido y Un Amor"). Aliás, desde aquele dia, estou ouvindo Fito direto. Quem quiser ter uma amostra do trabalho dele, recomendo: "11 y 6", "Te Vi", "Dar Es Dar", "Al Lado Del Camino" (essas mais românticas) e as clássicas "A Rodar Mi Vida" e "Mariposa Technicolor" - esta mais conhecida pela sua versão mais lentinha. Espero na próxima apresentação estar com as letras na ponta da língua. Adoro espanhol e traduzir letras de música é uma forma agradável de aprender mais. "Y Dale Alegría A Mi Corazón"...
Buenas noches!

Obs: essa música é prá ti, Nanica!

sábado, 20 de setembro de 2008

11 y 6



Passo rapidinho só para dizer que meu blog não está abandonado! Estou bastante cansada, pois trabalhei que nem um camelo nos últimos dias. Ah! A propósito, estou feliz! Minha próxima postagem será sobre o show do Fito que fui no último dia 13. Lamento quem perdeu - vou deixar o clipe de "11 y 6" só para dar um "gostinho"...
Beijos e até mais!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ritalina?



Tô de volta, pessoal! Desculpem a indisposição para escrever - era 80% física e 20% de introspecção. Sobrevivi à tal da virose e estou quase a pleno vapor. Finalmente aquele curso "online" que me inscrevi há meses começou. Outra notícia boa que tive ontem é que vou ter em breve o canal "Animal Planet" na NET, sem custo adicional. Muitas coisas legais acontecendo às vezes me atrapalham o raciocínio organizado de que preciso para escrever. Perceberam a fuga de idéias deste texto? Por essa razão, ele será curto. E ponto final.
Obs: será que preciso de metilfenidato(princípio ativo da "Ritalina")???

Na foto, Ritinha - cobaia felina perfeita para Ritalina!

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

El Fuego Y El Combustible



Jorge Drexler - maravilhoso!
Postei por causa da música - o Tom Hanks vai de brinde!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Martha Medeiros

Já estou bem melhor, mas ainda sem muita disposição para "usar" meu cérebro para escrever. Então, publico um texto da Martha Medeiros que recebi hoje por e-mail de uma grande amiga. A Martha é uma mulher inteligentíssima e vivida - deve ter saber o que está dizendo! Boa leitura!


Use-se!!

No que se refere a adultos, todo mundo sabe mais ou menos onde está se metendo, ninguém é totalmente inocente.
Se nos usam, algum consentimento a gente deu, mesmo sem ter assinado procuração.
E se estamos assim tão desfrutáveis para o uso alheio, seguramente é porque estamos nos usando pouco.
Se for este o caso, seguem sugestões para usar a si mesmo: comer, beber, dormir e transar, nossas quatro necessidades básicas, sempre com segurança, mas também sem esquecer que estamos aqui para nos divertir.
Usar-se nada mais é do que reconhecer a si próprio como uma fonte de prazer. Dançar sem medo de pagar mico, dizer o que pensa mesmo que isso contrarie as verdades estabelecidas, rir sem inibição.
Dane-se se aparecer a gengiva. Mas cuide da sua gengiva, cuide dos dentes, não se negligencie.
Use seu médico, seu dentista, sua saúde.
Use-se para progredir na vida. Alguma coisa você já deve ter aprendido até aqui. Encoste-se na sua própria experiência e intuição, honre sua história de vida, seu currículo, e se ele não for tão atraente, incremente-o.
Use sua voz: marque entrevistas.
Use sua simpatia: convença os outros.
Use seus neurônios: para todo o resto.
E este coração acomodado aí no peito? Use-o, oras bolas. Não fique protegendo-se de frustrações só porque seu grande amor da adolescência não deu certo. Ou porque seu casamento até-que-a-morte-os-separe durou 'apenas' 13 anos. Não enviuve de si mesmo, ninguém morreu.
Use-se para fazer amigos, use-se para evoluir. Use seus olhos para ler, chorar, reter cenas vistas e vividas.
A memória e a emoção vêm muito do olho. Use os ouvidos para escutar boa música, estímulos e o silêncio mais completo.
Use as pernas para pedalar, escalar, levantar da cama, ir aonde quiser.
Sua boca pra sorrir...
Sua barriga para gerar filhos...
Seus seios para amamentar...
Seus braços para trabalhar... Sua alma para preencher-se...
seu cérebro para não morrer em vida.
Use-se.

Se você não fizer, algum engraçadinho o fará.

Martha Medeiros

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Dodói



Estou indisposta para escrever hoje. Motivos de força maior - estou dodói. Não é nada grave, mas o suficiente para me abater. Até que demorou a me atingir a famigerada "gastroenterite". Náuseas, vômitos, "piriri" (o termo técnico é pavoroso) e dor na barriga. Igualzinho às centenas (sem exagero) de pacientes que tenho atendido na emergência nos últimos tempos...E eles têm razão quanto ao mal-estar que essa porcaria dessa virose causa.
Ah! E o Dr. House é um imbecil - jamais seria paciente dele!

Beijos e uma boa tarde a todos!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Enjoy The Silence



Neste período que tenho este blog, aprendi que tem dias em que é melhor ficar quieta. Pensativa, sensível e crítica (a "auto", principalmente) - nova "Temporada de Pessimismo Momentâneo". "Cala a boca, Magda!!!"

La Vida Es Mas Compleja De Lo Que Parece - Jorge Drexler

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Free Falling In Ipanema





Legítimo dia impossível de não ser bem aproveitado. Ainda mais sabendo que se vai trabalhar ao longo do final de semana. Fui ao calçadão de Ipanema estrear meu "roller" no mundo real. Tinha relativamente pouca gente lá. Ótimo - menor probabilidade de pagar mico. Minha idéia sobre o patins estava certa. Estava ventando bastante e o danado do rolamento é tão bom que bastava abrir os braços para começar a andar. Descobri que os freios não são muito eficientes. Tomei um tombo super engraçado! Abracei um poste à la Fred Astaire em "Singing In The Rain" e "pimba" com um dos joelhos no chão! Estava com as proteções, então nada de mais aconteceu. Fiquei rindo sozinha, por que não lembrava dessa sensação de cair. Aliás, ouvi uma música no rádio quando voltava para casa que acabou sendo a trilha sonora perfeita para esta postagem (vídeo em anexo: "Queda Livre" - em sentido figurado, na canção). Andei por cerca de quarenta minutos, somente. Resolvi não abusar da sorte desta vez. Tenho impressão de que o meu antigo forçava as costas por ser mais difícil deslizar (mais atrito e rolamentos de qualidade inferior). Outra coisa que foi interessante de olhar foi um pessoal que estava praticando "Kitesurf". Lindo o contraste do céu bem azul com o colorido das pipas ou "kites" (confesso que fiz uma breve pesquisa no Google para empregar os termos corretos). Coincidência que até poucos dias eu mal fazia idéia da existência desse esporte. Muito menos que haviam praticantes em Porto Alegre. Senti frio só de olhar - fiquei pensando se aquela roupa de neoprene dá mesmo conta do recado! Ah! Tirei umas fotinhos com a câmera da máquina. Publico a melhorzinha delas, para vocês tentarem ver!
Uma bela noite a todos!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Saudade



A saudade apertou...Tenho uma variação anatômica - meu coração fica em cima da cabeça!

Amigas, voltem logo!

Amo vocês!

Fitoterapia & Sexto-sentido


Nossa! Como eu ando preguiçosinha para escrever no blog! Bem, na verdade, nos últimos dias, andava meio cansada mesmo. Dormi onze horas e meia hoje (!). Estava com sono atrasado, mas agora estou quase nova em folha. Digo "quase" por que ainda não estou 100% das costas. Foi difícil resistir à tentação de patinar hoje. Ainda bem que o tempo enfeiou à tarde! Mudando de assunto, comprei ingresso para o show do Fito Paez. Nem combinei previamente com ninguém. Se bem que tenho certeza que a minha amiga Nanica que está viajando irá com certeza. Outra amiga irá me dizer em breve se irá também. Aliás, a mesma ficou surpresa quando disse que nunca fui a um show. Sim, é verdade. Amando música como eu amo, quase nem eu acredito! Me arrependo até hoje de não ter assistido o Legião aqui em Porto quando eu tinha quinze anos. Quando soube que o Fito estaria em Porto (por um outro blog - muchas gracias!), fui imediatamente olhar minha escala de plantões e quase não acreditei quando vi que não tinha nenhum no referido fim-de-semana. Nenhunzinho! Aí pensei: "É agora ou nunca!". Fui almoçar no Bourbon Country e passei em primeiro lugar na bilheteria do teatro. Lá é só o ponto de venda. O show em si será no Pepsi On Stage, em frente ao aeroporto. Confesso quer sou uma fã relativamente recente do Fito. Passei a ouví-lo com mais freqüência de uns dois anos para cá. Agora que estou estudando espanhol, mais ainda. Que língua mais linda - cantada, então, nem se fala! Aprendi o significado real do termo "Fitoterapia" com as duas amigas mencionadas anteriormente. Estou ouvindo "Fotografía", do Juanes, um cantor colombiano de que gosto muito. Trocando de foco novamente (fuga de idéias, só para variar). Queria escrever sobre algo que me aconteceu recentemente no trabalho. Sou uma pessoa bastante cética em relação a algumas coisas. Sou atéia, para quem não sabe. Mas sabe quando se tem a nítida impressão de uma "mãozinha superior"? Fazia bastante tempo que não acontecia isso comigo: um diagnóstico quase intuitivo. Quando tudo apontava para algo mais simples, cismei que poderia ser algo realmente grave. E era. Interessante que, por uma série de fatores, provavelmente não fosse eu que deveria estar atendendo aquela pessoa. Aprendi de uma vez por todas a importância de não subestimar as intuições. Meu lado racional pode chamar de "linguagem não verbal", "instinto" ou "subconsciente" - não importa, se a relevância de desobedecê-los é igual. Meu sexto-sentido está me dizendo que é chegada a hora de assistir ao Grenal! Buenas noches!

terça-feira, 26 de agosto de 2008

I Really Love To Watch Them Roll




Eu estou parecendo uma criança com brinquedo novo...Tá, tá. Sou uma criança grande com um brinquedo novo. Comprei hoje o meu "roller". Mal melhorei da dor e já estou fazendo travessura. Estou calçando meus patins nesse instante. Fazia doze anos que não andava no modelo "inline". Meu treino de domingo foi com um tradicional mesmo. Bah, quanta diferença faz um bom rolamento e menos superfície de atrito. Desliiiizaaaa...Ai, que maravilha! Não posso deixar de agradecer ao pessoal do "PoaInline", que foram super atenciosos e me deram todas as dicas de onde comprar bons equipamentos. Estava testando como frear (essencial). É importante ter uma noção também de como ajustá-los. São parecidos com os de gelo (tive oportunidade por duas vezes de patinar essa modalidade - bem mais difícil). Têm que ficar bem firmes nos pés. Gosto da sensação de liberdade que esse esporte dá. Quando era pequena e ganhei meu primeiro par aos oito anos, era bem arrojada. Subia/descia escadas, lombinhas e fazia umas quantas piruetas. Tenho um tio que na época me ensinou algumas manobras legais. Bem, acho qe ainda é cedo para aprender a andar de ré, mas logo logo vou começar a arriscar uns truquezinhos. Bem resguardada pelos equipamentos de proteção, é claro. Não me lembro de ter tomado algum tombo feio de verdade, porém, sempre tem uma primeira vez. Então, é prudente ir com calma. E esse negócio deve ser veloz, só pela amostra que tive andando dentro de casa (bem longe da mesa de vidro da sala). Lembrei agora que meu sonho quando criança era trabalhar no Carrefour, para patinar o dia inteiro. Eu cresci (e como). Entretanto, continuo com bastante energia. Que bom que encontrei um jeito saudável de dispendê-la. Têm uns quantos aspectos da minha infância que não quero deixar para trás. O gosto pela patinação é só um deles. Ops! Assunto para uma postagem. Mais tarde - agora vou brincar um pouquinho mais. Depois conto aqui a minha performance nas ruas. Boa noite a todos! Fuuui!

O Mundo É Um Moinho - Cartola




"Preste atenção, querida. De cada amor, tu herdarás só o cinismo".

Nã-nã-ni-nã-nã...Não tenho vocação para política (risos).

sábado, 23 de agosto de 2008

"Monstrinho" Lindo da Dinda



Em complemento à postagem anterior, foto do moço brabo (depois da "patada" do outro "monstrinho")!

Sedentarismo Saudável

<"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro".
Clarice Lispector

Iniciei a postagem com essa frase da Clarice Lispector por que hoje resolvi "cortar" um dos meus defeitos e me dei parcialmente bem (eu e o Roberto Carlos, que canta: "Se o bem e o bem existem..."). Após um longo período de sedentarismo, criei coragem e fui patinar. Convidei uma amiga que me acompanhou de bicicleta (caminhando ao lado da mesma?). Quando ela me encontrou, me disse: "Vi uma coisa de dois metros sobre patins...Só poderia ser tu!!!". Bah, tinha me esquecido como esse exercício demanda da musculatura das pernas. Patinei por cerca de uma hora e meia. Na meia hora final, comecei a sentir dor na coluna lombar. Não queria dizer isso aqui por que fica chato para uma geriatra, mas vá lá. Confesso que soltei a pérola "Estou ficando velha". Que feeeio pôr a culpa do meu descondicionamento físico na minha idade. Tudo bem, não sou mesmo mais uma guriazinha. É que até então me achava melhor fisicamente do que quando tinha 20 anos. Sim, sim. Está na hora de ir ao médico ver a causa dessa dor nas costas. Putz! Sou normal e não gosto de ir a médico (quem curte tem uma outra doença chamada hipocondria). "Casa de ferreiro, espeto de pau" (ditado geriatricamente pertinente). Bem, mudando de assunto, após meu momento esportivo desastrado (sem quedas de altura - pela minha estatura, transcenderia o "tombo"), fui jantar com a minha amiga e meu afilhado. Até que o piá estava calmo hoje. Levamos o "Monstrinho" (meu jeito "carinhoso" de chamá-lo) para se divertir em um brinquedo de uma lanchonete conhecida pelos seus baixos preços (me recuso a fazer propaganda daquela m****) - fui lá exclusivamente pela área de recreação. Tinha um guri com cerca de 5 anos que desceu o escorregador e deu uma "patada" no peito do meu afilhado. Parecia um míni tanque de guerra, ruivo e bem gordito. Na volta, quando já estávamos no carro, o "Monstrinho" me perguntou: "Dinda, por que tu não pegas o gordinho e corta a cabeça dele?". Ah, como são práticas essas crianças! Resposta: "Até que não seria uma má idéia. O problema que é contra a lei e a polícia me prenderia certo!". Trocando de foco novamente, após deixá-los em casa, passei em uma farmácia para comprar uma bolsa de água quente (mais um critério geriátrico para mim). Lá havia uma moça que perguntou ao balconista se dois remédios com mesmo princípio ativo "eram a mesma coisa" - um custava mais do que o dobro que o outro. Quando percebi a expressão "mais ou menos" na cara do funcionário, me intrometi na conversa me identificando como médica e disse "Sim, é a mesma coisa". Essa "empurroterapia", mesmo que velada, muitas vezes é parte de esquemas de comissionamentos sobre vendas de determinadas marcas. Não sei se o balconista estava agindo de má-fé. Na dúvida, cumpri o meu papel (dever?) de esclarecer aquela consumidora. Ela deu tchau e me agradeceu novamente. Entrei no meu carro e vim para casa. Cá estou eu, com a bolsa de água quente amarrada às minhas costas com um moleton. Tinha combinado com algumas amigas de sair hoje, porém, não vai ser possível. Ainda bem que para mim não é sacrifício. Alguns podem não acreditar, mas sou bem caseira. Curto ficar no meu cantinho, escrevendo, lendo ou simplesmente pensando na vida. Gostei dessa última opção. De vez em quando faz bem, né? Me voy, entonces! Hasta manãna!

Gênio Indomável



Minha cena preferida do filme "Gênio Indomável".
Uma ótima tarde a todos!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

E.T. ... Phone... Home...



Confesso que quase postei somente um vídeo novamente hoje. Aí fiquei com vergonha de estar tão preguiçosa para escrever. Estou com algumas horas de sono em atraso há alguns dias. Por diversão ou por insônia mesmo, meu corpo está necessitando de um descanso. Saí do plantão hoje com a idéia de ir a algum lugar patinar. Ficou só na vontade - patinar de jeans seria inviável. Pretendo, assim que o meu trabalho permitir, iniciar aulas de patinação. Tenho estado muito sedentária ultimamente, então resolvi fazer um exercício que me divirta. Há horas não freqüento uma academia. Além de achar repetitivo, um ambiente fechado e barulhento não me atrai nem um pouco. Bem, mudando de assunto, ontem estava com umas idéias para escrever, mas totalmente sem cabeça. Pensava a respeito da importância das amizades. Tenho amigas que estão em viagem pela Europa neste momento (gente chique é outra coisa). E estou sentindo falta de todas elas. De uma, especialmente. Sabe que estava elocubrando (que termo bizarro) que nossos amigos servem para muitas coisas. A principal delas, é nos fazer sentir "normais". Claro, é mais freqüente que nos relacionemos com aqueles que temos afinidades. Essas pessoas constituem o nosso "mundinho" (no melhor sentido da palavra), que torna menos inóspita a nossa existência no "mundo externo". Afff! Acho que o cansaço me deixa excessivamente reflexiva! Estou "floreando" o fato de simplesmente estar sentindo saudade.
E.T.... Phone... Home...... Essa postagem ficou meio sem pé nem cabeça, né? Desculpem a dispersão...Acho que preciso dormir...Boa noite a todos e até amanhã!

Obs: procurava a cena clássica do E.T. em que ele dizia a frase título da postagem. Acabei achando o trailer original, cujo texto é como uma analogia de como nascem as amizades. Não achei legendado - me desculpa quem não fala inglês!

domingo, 17 de agosto de 2008

Praia, Pensamentos


Tô cansada demais para escrever hoje. Farei somente uma pequena reflexão: aquilo que tememos nos outros diz muito mais a nosso respeito do que aquilo que apreciamos.

Ah! Saudades de tomar banho de mar, por isso postei esse vídeo (Flake - Jack Johnson)

Boa noite a todos!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

My Stupid Mouth - John Mayer

Me identifiquei com a letra dessa música desde a primeira vez em que a ouvi.

Ser "torpe"* é um estilo de vida, afinal.

Em homenagem a todas as garotas desastradas*, posto este vídeo tosco e engraçado.

Jorge Drexler - Al Otro Lado del Río




Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

El día le irá pudiendo poco a poco al frío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

En esta orilla del mundo lo que no es presa es baldío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Yo muy serio voy remando muy adentro sonrío
Creo que he visto una luz al otro lado del río

Sobre todo creo que no todo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima y yo, soy un vaso vacío

Oigo una voz que me llama casi un suspiro
Rema, rema, rema-a Rema, rema, rema-a

Clavo mi remo en el agua
Llevo tu remo en el mío
Creo que he visto una luz al otro lado del río




Tradução (www.letrasdemusica.com.br)

Finco o meu remo na água levo o teu remo no meu
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

O dia vai vencer aos poucos o frio
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

Principalmente acredito que nem tudo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
e eu sou um copo vazio.
Ouço uma voz que me chama... quase um suspiro
Rema, rema, rema.

Nesta margem do mundo
O que não é represa é baldio
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

Eu, muito sério, vou remando
E bem lá dentro, sorrio
Acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.

Principalmente acredito que nem tudo está perdido
Tanta lágrima, tanta lágrima
E eu sou um copo vazio.
Ouço uma voz que me chama... quase um suspiro
Rema, rema, rema.

finco o meu remo na água levo o teu remo no meu
acredito ter visto uma luz ao outro lado do rio.


The Very Best Of The Greatest Hits Of Sua Mãe

Zapeava ontem pelos canais da Net, quando me deparei com o Wagner Moura cantando. Ele estava no programa "Circo do Edgar", do Multishow. Até peguei uma caneta para anotar o nome do disco que eles estão gravando: "The Very Best Of The Greatest Hits Of Sua Mãe". Título simplesmente hi-lá-rio. Esclarecendo: "Da Sua Mãe" é o nome da banda. Fiquei encantada ao ver o Wagner cantando Reginaldo Rossi, mesmo não sendo exatamente uma fã deste. Vozeirão tem o rapaz, porém, ainda precisa fazer um pouquinho mais de aulas de canto (dá umas desafinadinhas). Bom, pelo o que entendi,o propósito é só diversão mesmo. Lá fui eu então à cata de um vídeo da banda no YouTube. Não encontrei o que procurava, entretanto, achei um vídeo cômico feito especialmente para o "Vídeo Show" pelo Dennis Carvalho. É o "Funk do Juça". Foi gravado em 2006, na época em que o Wagner estava protagonizando o Juscelino naquela série que não me recordo o nome. Não pude assistí-la por que na época passava bem tarde e eu acordava super cedo. E por falar em acordar, dia preguiçoso hoje, né? Daqui a pouco faço um chima - minha sala vai virar a Redenção hoje. Ainda bem que eu fui ontem e consegui pegar um resquício de sol no finzinho da tarde. Apesar de não realizar fotossíntese, preciso de um solzinho periodicamente - faz bem prá tudo.
Desejo um belo domingo a todos - faça chuva ou faça sol!

Mário Quintana


Dia de muito trabalho e pouca inspiração. Então, deixo para vocês uma poesia do Mário Quintana. Maduramente pueril - de onde tirei essa definição???

EU QUERIA TRAZER-TE UNS VERSOS MUITO LINDOS

Eu queria trazer-te uns versos muito lindos
colhidos no mais íntimo de mim...
Suas palavras
seriam as mais simples do mundo,
porém não sei que luz as iluminaria
que terias de fechar teus olhos para as ouvir...
Sim! Uma luz que viria de dentro delas,
como essa que acende inesperadas cores
nas lanternas chinesas de papel!
Trago-te palavras, apenas... e que estão escritas
do lado de fora do papel... Não sei, eu nunca soube o que dizer-te
e este poema vai morrendo, ardente e puro, ao vento
da Poesia...
como
uma pobre lanterna que incendiou!

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Você É



Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava, você é os nervos a flor da pele no vestibular, os segredos que guardou, você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema, você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai, você é o que você lembra.

Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora, você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas, você é o que você chora.

Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa, você é o pelo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta, você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta, você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo, você é o que você desnuda.

Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar, você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá, você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta, você é o que você queima.

Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta, você é os direitos que tem, os deveres que se obriga, você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca, você é o que você pleiteia.

Você não é só o que come e o que veste. Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê. Você é o que ninguém vê.


Martha Medeiros

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Mais do Que Você Imagina


Ontem, resolvi ir ao cinema de última hora, sem olhar horários ou sinopses previamente. Assisti "Mais do Que Você Imagina", com a Meg Ryan e o Banderas. Aliás, foi muito engraçado por que anteontem conversava com a minha amiga jornalista sobre este ator. Disse: "Não vejo graça nenhuma no Banderas". Ela, chocada, me respondeu: "Mas ele é tããão charmoso!". Torci o nariz, então. Como a língua é SEMPRE (quase?) o chicote do traseiro, tenho que retirar o que disse após vê-lo nesse filme. Logo que olhei o personagem, pensei "Bah! Tá fazendo o papel dele mesmo: latin lover!". Não sei se foi o sotaque espanhol (acentuado propositadamente), aquele cabelo meio compridinho ou se ele é o homem-vinho em pessoa mesmo...Nossa, que chaaaarmeeee! Bem, mudando o foco, ele formou um par engraçadíssimo com a Meg Ryan. E o ator que faz o personagem que é filho dela é hi-lá-rio e roubou muitas cenas. Já que comentei os atributos do (aafff!) Banderas, vou fazer o mesmo com a Meg. Olha que ela está super em forma (dieta + exercícios + $$$ para tratamentos estéticos). Fiquei chocada ao ver seu rosto, entretanto. Não por que ela está mais velha, obviamente. Até foi uma coisa que me chamou bastante a atenção não terem escolhido para par do galã uma modelete de vinte e poucos anos (casais "Sukita" são quase um padrão no cinema). O que me impressionou é que a Meg está com o rosto completamente diferente de quando atuou em "Cidade dos Anjos". Ela foi submetida a algum tipo de preenchimento labial que a deixou com o sorriso muito semelhante ao do..."Curinga". Não é piada, não. Fora que seus dentes pequenos e traços faciais não combinam com lábios tão carnudos. Que coisa bizarra essa busca desenfreada pela juventude. Seres humanos caricatos,literalmente.
Trocando de assunto novamente, anteontem ganhei mais um apelido: "Kung-Fu Panda". Tudo por que queria colocar um chiclete no vaso do banheiro sem usar as mãos, por que já as tinha lavado. Usei o pé, então (já disse que sou prática). A sutileza de tal gesto provocou algumas risadas em dois dos meus colegas. Um, tinha assistido ao filme e soltou a pérola: "Tu pareces o personagem do Kung-Fu Panda, que é totalmente desastrado!". O outro, complementou que eu pareço aquelas crianças que crescem demais e perdem a noção do próprio corpo. Descrições bem pertinentes à minha pessoa, tenho que admitir. Engraçado que em situações em que preciso realmente me concentrar, como no trabalho ou mesmo em pequenos procedimentos (apesar de jamais ter pensado em ser cirurgiã - Deus sabe o que faz - risos), não sou nada desajeitada e bem habilidosa. Me lembrei de um colega cirurgião cujos "tiques" (bem acentuados, por sinal), desapareciam enquanto operava. Nas pequenas coisas do dia-a-dia, tipo, lavar a louça, tenho dificuldade em me concentrar no que estou fazendo. Em coisas mais importantes, como dirigir no trânsito, sou bastante atenta e nunca tive maiores problemas. Agora, árvores assassinas que batem no meu retrovisor e paredes de garagem que se movem já fizeram uns estragos no meu carro (risos). Interessante - meu "déficit" se manifesta claramente nos momentos em que relaxo. Ou, no outro extremo, quando estou nervosa. Será que eu tenho Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade? Já me fiz essa pergunta milhares de vezes. Analisando bem meu histórico, acho que não. Alguém com esse diagnóstico não ficaria seis anos invicta de recuperação (G2) na faculdade e não conseguiria ter estudado para 2 vestibulares eficientemente (primeiro Veterinária, depois Medicina). Bah, realmente só me dei conta disso ao escrever aqui...Vou lançar um livro: "Ajuda-te Pelo Teu Blog" - versão "Tabajara" do "Ajuda-te Pela Psiquiatria" (jurássico best-seller).

"Carpe Diem"!